<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093</id><updated>2011-12-04T05:29:39.330Z</updated><category term='. : consulte também o meu perfil em/ see also my profile at : .'/><category term='Co-autoria dos textos do Livro Comemorativo dos 50 anos da Junta de Freguesia de Nossa Senhora'/><title type='text'>isabel metello media works ©</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-811419862587020907</id><published>2010-01-29T18:50:00.009Z</published><updated>2010-01-29T20:05:37.175Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Co-autoria dos textos do Livro Comemorativo dos 50 anos da Junta de Freguesia de Nossa Senhora'/><title type='text'>Co-autoria dos textos do Livro Comemorativo dos 50 anos da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_N-McfiyWbdw/S2M_VOlIEiI/AAAAAAAALhM/zlTYlfxr5ZQ/s1600-h/IMGP0119.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_N-McfiyWbdw/S2M_VOlIEiI/AAAAAAAALhM/zlTYlfxr5ZQ/s200/IMGP0119.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432255209462567458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_N-McfiyWbdw/S2M-5nljT0I/AAAAAAAALhE/sG8x43up8fQ/s1600-h/IMGP0115.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_N-McfiyWbdw/S2M-5nljT0I/AAAAAAAALhE/sG8x43up8fQ/s200/IMGP0115.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432254735138901826" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Memória Viva da Freguesia de Nossa Senhora de Fátima...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bairro chamado das Avenidas Novas, que envolve uma parte substancial da freguesia de Nossa Senhora de Fátima, é um bairro que sofreu uma grande evolução, particularmente, nas últimas décadas. Os meus Pais foram viver para a paróquia, então, era a paróquia de D. Sebastião da Pedreira, mas já estava construída a igreja de Nossa Senhora de Fátima, para um prédio que se chamava o Prédio Novo, porque era mais recente em relação aos prédios que o ladeavam. Era um bairro essencialmente residencial, com alguma diferenciação sociológica, consoante as zonas e com uma população juvenil muito significativa, havia muitos casais com crianças, com adolescentes e com jovens, eu lembro-me que, quando ia para o liceu Camões, onde andei 7 anos a Av. 5 de Outubro, de manhã cedo, estava cheia de jovens que iam a pé para o liceu e o bairro tinha, como era próprio daquela época, muitas pequenas lojas- desde uma carvoaria que vendia carvão e petróleo para as braseiras e para os aquecimentos até a uma oficina de automóveis, havia várias leitarias como, na época, se chamavam e, depois, havia a venda à porta (a venda da fruta, a venda do leite,...), os vendedores subiam pelas escadas das traseiras, as escadas de serviço nas traseiras dos prédios e vendiam os produtos à porta. Lembro-me que, no Verão, havia imensos pregões associados à venda, por exemplo, de figos e de outros produtos. Progressivamente, como acontece em todas as grandes cidades, estas zonas residenciais como que são empurradas para a periferia- houve, nos anos 50-60, uma grande migração do interior do país para a cidade e pessoas que vieram à procura de empregos e de melhores condições de vida e as zonas residenciais, cada vez mais, são projectadas para a periferia e o terciário começa a invadir essas mesmas zonas, portanto, temos, assim, do ponto de vista da organização da cidade, a parte da Baixa, que é, como dizem os sociólogos, o Casco Velho e, depois, temos a zona residencial, a zona concentrada nessa zona mais velha, os organismos públicos e a zona comercial, depois, a zona residencial e tudo isto começa a expandir-se e a zona do chamado Casco Velho começa a despovoar se, a zona dos escritórios começa a avançar para a antiga zona marcadamente residencial e as residências começam a situar-se nas zonas de periferia e com isto estas avenidas novas que referia, que faziam parte da freguesia de Nossa Senhora de Fátima, começam a transformar-se não só porque há menos residentes, como também porque, associada a esta expansão, há a implantação das grandes superfícies comerciais que como que arrasam os pequenos comerciantes e, portanto, todas estas vendas ambulantes de que eu falava e, inclusivamente, do próprio jornal (em minha casa lia-se o Diário de Notícias, o jornal era atirado da rua para a varanda do terceiro andar assim o jornal enrolado, dobrado, em forma de triângulo e batia no estore e caía para a varanda), acabam por se concentrar, enfim, sobretudo, nas grandes áreas comerciais e começa a desconfiguração dos próprios bairros.&lt;br /&gt;Lembro-me, por exemplo, na igreja de Nossa Senhora de Fátima, na missa dominical ao meio-dia, a igreja estava completamente cheia, sobretudo, no Natal, havia gente de pé por todos os lados, portanto, havia uma densidade de frequência muito grande, o bairro, hoje, tem talvez um terço da população residente o que, evidentemente, faz com que nos fins-de-semana a igreja e as ruas estejam muito mais vazias, onde é possível estacionar o carro sem qualquer espécie de dificuldade e é assim que, nesta freguesia de Nossa Senhora de Fátima, como em geral em todas as freguesias das cidades, as mutações se vão operando.&lt;br /&gt;Em relação às minhas referências à Igreja de Nossa Senhora de Fátima ela é, de facto, um monumento que foi objecto do Prémio Valmor logo no início da sua inauguração em 1938, ano em que também foi criada a paróquia, desmembrando-se de S. Sebastião, que foi criada muito pouco tempo antes da edificação da igreja. É, de facto, uma igreja muito rica do ponto de vista arquitectónico e do ponto de vista artístico, porque contém um conjunto de arte moderna, tanto em esculturas, como em pinturas, como em mosaicos, como em vitrais, onde, realmente, colaboraram os melhores artistas da época. O Cardeal Cerejeira, ministro de então, quis que esta igreja que se situava numa zona nobre fosse uma igreja nova e que não fosse a cópia de uma igreja antiga, portanto, ele fomentou a criatividade daquela igreja e, na altura, não foi sempre bem compreendido, mas, inclusivamente, o Cardeal António Ribeiro, por ocasião dos 50 anos, do quinquagésimo aniversário da inauguração da igreja, voltou a sublinhar a importância artística da igreja, dizendo que, nesses últimos 50 anos, nenhuma igreja se tinha equiparado em termos de riqueza arquitectónica e artística a esta e que, se muitas das novas igrejas tivessem a qualidade desta, teríamos aqui assim uma nova escola de arte sacra.&lt;br /&gt;Posso contar dois episódios que talvez sejam significativos- um tem um carácter mais humorístico, outro tem um carácter mais sério-: fui baptizado na Igreja de Nossa Senhora de Fátima e a minha Mãe contava-me que o sacerdote que me baptizou, quando ela disse o meu nome, que é Tomaz Pedro, ele percebeu ou brincou, disse-lhe : “ai, Tomaz Preto, um menino tão branquinho!” e, de facto, eu sempre fui muito branco (risos) e a minha Mãe disse: “não, é Pedro” e ele disse “ah, está bem, Minha Senhora, mas, sabe, eu também sou Delgado de nome, mas, como vê…”- ele era muito gordo. Ultimamente, eu quando fui eleito bispo, estava a viver na residência paroquial havia 2 anos e meio e dava uma pequena colaboração à paróquia, porque tinha um trabalho noutra área pastoral, e lembrei-me de sugerir ao Senhor Patriarca de então, o D. José Policarpo, que a minha ordenação episcopal fosse lá na igreja de Fátima, porque eu tinha sido lá baptizado, a minha vida cristã estava bastante ligada àquela igreja, os meus Pais, quando morreram, estiveram nas capelas funerárias da igreja e, portanto, vivemos ali momentos intensos do ponto de vista espiritual e não só- tinha família que vivia ali, também, naquela zona e os que morreram passaram por lá, vários e, além disso, a igreja era grande, portanto, comportava muita gente. A igreja tem cerca de 800 lugares sentados, mas, com as pessoas que à volta, nas coxias, podem estar alojadas de pé, cabem cerca de 3.000 pessoas. Então, tive de imaginar quais eram as minhas insígnias episcopais para colocar no anel e, então, recorri ao arquitecto Luís Cunha, que vive exactamente em frente da porta principal da igreja, pedindo lhe para ele fazer o desenho das insígnias e, eis que ele me perguntou se eu tinha alguma ideia e eu não levava assim grande ideia, apesar de já ter o lema escolhido que é: “Vim para servir”. Então disse-me: “veja lá o que é que imagina?”…eu olhei para o vitral do coro, um vitral de Almada Negreiros que estava iluminado e que contém a Santíssima Trindade, e disse: “está ali o motivo que pode inspirar o seu desenho das minhas insígnias, que Será a Santíssima Trindade- o Pai, O Filho e o Espírito Santo. Isto foi em 1998, e o Papa João Paulo II tinha determinado que a igreja, nos três anos anteriores ao Grande Jubileu do ano 2000, iria reflectir de uma forma aprofundada, em cada um dos três anos, numa das Pessoas da Santíssima Trindade- o Pai, o Espírito Santo e O Filho-, aquele ano era o ano do Espírito Santo, era o ano intermédio, e eu disse: então, se calhar, fica interessante a Santíssima Trindade e assim foi – ele desenhou depois o símbolo do Pai, que É uma Mão, do Filho, que É a Cruz, e do Espírito Santo, que É a Pomba, e, depois, fez uma memória descritiva e estes elementos aparecem, depois, também, numa incrustação em prata que eu tenho no ceptro. São, assim, dois episódios de que me lembro que, digamos assim, fizeram parte da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma Nova Caminhada...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Desde que tomei posse como pároco desta igreja, tenho consciência de que este templo sagrado e a respectiva paróquia desempenham um papel simbólico muito significativo e marcante na freguesia de Nossa Senhora de Fátima. O Sr. Conde de Abranges, que foi durante muitos anos o Prior de Fátima, cuja conduta o fez ser sempre bastante interventor em termos de sensibilidade e responsabilidade social, garantindo um inestimável apoio espiritual e material à população, nomeadamente no que concerne ao desenvolvimento e consolidação das próprias infra-estruturas de que a paróquia, nesta altura, ainda dispõe. Era um homem muito marcado pela necessidade de intervenção activa e constante no seio da população e a sua acção foi crucial no sentido de intensificar e consolidar o espírito comunitário desta freguesia. Hoje, talvez a realidade sociológica se tenha alterado um pouco, comparativamente ao que era há umas décadas atrás, todavia, a dimensão social da presença da Igreja de Nossa Senhora de Fátima nesta freguesia continua a ser determinante e muito significativa, uma vez que se constatam, aqui, fundamentalmente, nesta época em que vivemos, núcleos com grandes carências económicas, que necessitam de uma acção cristã pronta e dedicada. A igreja tem procurado responder a estas solicitações e necessidades e faz todos os esforços para continuar com a sua missão humanizante, embora estejamos perante um envelhecimento da população da freguesia e da paróquia. Estamos, assim, com uma grande necessidade de renovação etária ao nível dos colaboradores pró-activos e solidários que se disponibilizam para acções de solidariedade local. De facto, sinto que há muitos potenciais campos de intervenção e é crucial motivar se e mobilizar-se gente nova para a acção cristã, uma vez que temos beneficiado da boa vontade e generosidade de um vasto e assíduo grupo de colaboradores voluntários, que dedicou grande parte da sua vida a acções solidárias, movido pela sua incomensurável fé, mas que, agora passados tantos anos, e face às naturais limitações que a idade lhe impõe, não pode prosseguir esse inestimável apoio missionário. Este é, de facto, um dos grandes desafios da presença da Igreja nesta e noutras freguesias do país - o de termos uma população bastante envelhecida que exige um cuidado diferente daquele de uma freguesia nova, caracterizada por outro tipo de problemáticas.&lt;br /&gt;Todavia, hoje, a referência da acção paroquial à freguesia já não é assim tão marcante, alargando-se à dimensão da cidade, face à grande mobilidade que pauta a vivência citadina- há gente que reside aqui, sendo, como tal, fregueses de Nossa Senhora de Fátima, mas que tem a sua comunidade paroquial de celebração da fé noutras igrejas e noutros locais, tal como outras pessoas que vivem noutra parte da cidade vêm celebrá-la aqui. Estamos, assim, perante um tipo de mobilidade social que determina uma acção pastoral diferente daquela que ainda existe em zonas mais rurais do Patriarcado. Eu era o pároco de um concelho pequeno- Sobral de Montagraço- e, também, já lá verificávamos características similares próprias do urbanismo, porém, ainda havia uma população muito ligada ao seu território, ao seu concelho. Deste modo, embora o concelho estivesse numa fase de profunda transformação, era possível a actualização de relações interpessoais, mesmo entre os que não eram praticantes, face à relação de proximidade e à possibilidade de manutenção de um diálogo constante, contrariamente ao que acontece aqui, na cidade. O simples facto de aqui haver muitos serviços e empresas faz com que tenhamos que lidar com duas realidades sociais distintas- uma é a população residente, aqueles que estão aqui ao fim-de-semana, e outra é a população exógena que vai passando por aqui, durante os seus dias de trabalho ou face a uma vinda a Lisboa ou ao Hospital Curry Cabral, e que vê na igreja de Nossa Senhora de Fátima uma referência importante, que acaba por ser quase uma espécie de santuário de passagem que marca a vida destes visitantes.&lt;br /&gt;Na minha modesta opinião, a presença da igreja tem como objectivo, necessariamente, a evangelização, a missão de tentar ajudar as pessoas a encontrarem-se e a encontrarem os caminhos que as conduzam a uma vida que as faça felizes, uma vida em abundância, como diz o Senhor Jesus, que só n´ Ele é que pode ser encontrada. E é isso que nos anima a nós crentes e ao serviço da Palavra de Deus e os esforços que fazemos é nesse sentido de procurar proporcionar às pessoas uma experiência de Fé, uma experiência de Igreja e, nesse sentido, há muito a fazer aqui, são muitos os desafios que nós, enquanto comunidade cristã, devemos aceitar, no sentido de criarmos um espaço de acolhimento nesta igreja, um espaço que ajude as pessoas a sentirem-se bem e espiritualmente reconfortadas.&lt;br /&gt;A igreja de Nossa Senhora de Fátima, do ponto de vista arquitectónico, está, assim, muito bem conseguida. De facto, quando eu fui nomeado seu pároco, o primeiro contraste que senti foi agradável dado que me apercebi do sentido religioso que, imediatamente, se adquire quando entramos na igreja. Há quem se queixe de que o seu interior é muito escuro, mas é esse contraste da luz do sol exterior e deste ambiente interior de quase penumbra, de recolhimento e propício à oração, que a torna distintiva, ajudando-nos a perceber que entramos num espaço religioso. Com efeito, esse contraste quase poético entre a luz e a sombra, o ruído quotidiano da rua e o silêncio da igreja confere-lhe uma ambiência acolhedora. E a nós compete nos criar condições propícias ao diálogo, à oração em comunhão com o outro.&lt;br /&gt;Na minha tomada de posse, o Sr. Patriarca frisou o seu desejo de que a influência simbólica e pragmática da Igreja de Fátima não se limitasse apenas à respectiva paróquia, mas que se assumisse como um pólo coesor que abrangesse toda a cidade na confluência da Fé e da Acção Cristãs. Tal intento vem em sequência da realização do Congresso da Nova Evangelização do qual o Sr. Patriarca foi uns dos promotores, cuja mensagem fulcral nos leva a reflectir sobre a necessidade da igreja não se dever limitar a ser uma prestadora de serviços, mas, também, de ser capaz de ir ao encontro de todos e de lhes levar a Boa-Nova do Evangelho, que É o Seu Tesouro. E a melhor via para se concretizar esse desígnio sagrado é a clara percepção da realidade em que as pessoas vivem. Uma revitalização da vida quotidiana de uma comunidade afirma-se como um desafio permanente, dando seguimento às preocupações e anseios do Sr. Patriarca, no sentido de uma dinâmica pró-activa de salutar descentração, que permita que possamos alargar os focos de atenção para além das nossas preocupações enquanto comunidade restrita, inserindo-nos num contexto mais lato, pautando-nos pela evolução do nosso papel evangelizador enquanto uma nova igreja que saiba lidar e acarinhar todas estas pessoas que desconhecemos, que por aqui passam em busca de conforto cristão.&lt;br /&gt;O horário de abertura da igreja estende-se até às 14h, o que faz com que abranja a hora de almoço da maioria das pessoas que trabalham nos serviços que aqui se encontram implementados e reparo que há bastante gente que, nessa altura, entra para rezar, para se recolher no silêncio da oração, assumindo-se, de facto, esta igreja como um local acolhedor para quem está de passagem. Por essa razão, temos a obrigação moral de saber cativar as pessoas para dimensões pelas quais sabemos anseiam de forma premente, nomeadamente, quando em momentos importantes da sua vida procuram explicitamente os nossos acolhimento e orientação, ou noutros momentos nos quais nós, enquanto servidores de Cristo, temos de ter a sensibilidade para despoletar aquilo que existe latente no coração de cada um, como procura de um sentido mais profundo para a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As vozes do palco da vida : Carmen Dolores na primeira pessoa… &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;Comecei na rádio tinha 14 anos, dizendo poesia e a interpretar teatro radiofónico num programa dirigido pelo meu irmão que, também, morou na Visconde de Valmor, na casa onde eu nasci, tendo lá morrido…Comecei a dizer poesia numa altura em que, ainda, não havia televisão e a rádio era o meio de comunicação de massas privilegiado, dado que era a grande companhia das pessoas, como hoje acontece em relação à televisão. Infelizmente, hoje, a rádio está um pouco posta de parte e é pena porque se revela uma óptima companhia perante a solidão. Tive, sempre, uma grande paixão pela voz, dado que a considero importantíssima como instrumento de comunicação e, quando miúda, gostava mais de ouvir falar do que de ouvir cantar, tendo uma paixão pela figura do locutor, que personalizava como um amigo que parecia que estava a falar só para mim e, por isso, quando eu tive a oportunidade, ingressei na rádio, aonde o meu irmão, que começou como organizador de programas de rádio e que foi actor, por amor à arte, também, cantava. Nessa altura, estávamos na Rádio Sonora, uma estação emissora que, depois, passou a chamar-se Voz de Lisboa, e foi, assim, que comecei, escolhendo os poemas que dizia…desde miúda, desde os cinco/seis anos, que o António, o meu irmão, me ensinou a dizer poemas e, mais tarde, achou que eu poderia fazê-lo na estação. Declamei poesia na Emissora Nacional e, depois, no programa semanal Poesia Música e Som, que fiz durante 8 anos, com o Miguel Cargueiros. Por vezes, os ouvintes escreviam-nos a pedir os versos que nós recitávamos e eu enviei imensas poesias de variadíssimos poetas; também, nos pediam fotografias e apaixonavam-se, frequentemente, pela nossa voz, uma vez que era através dela que falávamos ao seu coração. Ainda há pouco tempo entrei num táxi e o senhor disse me: “eu conheço a sua voz”… De facto, a voz e a dicção têm para mim uma importância extraordinária, pois ela é uma expressão artística e permite um contacto afectivo com o público, que se revela crucial.&lt;br /&gt;A seguir, comecei a fazer cinema, estreei-me logo no sucesso que foi o Amor de Perdição, uma obra baseada num grande romance. Nessa altura, as pessoas eram mais românticas do que são hoje e toda a gente tinha lido esta obra do Camilo Castelo Branco, cuja adaptação cinematográfica despoletou umas grandes paixões por mim, enquanto personagem, tendo recebido cartas e declarações de amor lindíssimas de pessoas do país todo e, até, de África. Foi assim que uma grande amiga minha me começou a escrever- pediu-me uma fotografia, porque viu uma exposição em Angola, em Roberto Menezes e, então, escreveu-me, eu mandei-lhe uma fotografia, e começámos a corresponder-nos; depois, ela veio viver para cá para o continente e, hoje, somos grandes amigas, aliás sempre o fomos, desde então. Foi, assim, uma amizade duradoura e verdadeira que nasceu dos laços afectivos que criei com o público.&lt;br /&gt;Algumas vezes, ouço alguns colegas meus dizerem que não têm paciência para estes contactos directos…Eu discordo completamente dessa visão, pois considero que essa aproximação é importantíssima e muito agradável, a pessoa vem falar connosco porque gosta do nosso trabalho e porque se identifica connosco, para além de que é a maneira que nós temos de o saber sem ser no teatro, no final, pelas ovações mais ou menos esfuziantes. Ainda hoje, sou invadida por uma imensa ternura quando as pessoas me falam dos folhetins radiofónicos que eu fiz nos anos 50 ou se referem ao Amor de Perdição, que eu fiz em 43.&lt;br /&gt;No que toca às novelas, eu nunca fiz muitas, porque nunca tive muito tempo para isso e, agora, não quero, embora tenha tido alguns convites, dado que é muito cansativo e estou numa idade em que tenho de me poupar porque ainda quero viver alguns anos, porém, faço sempre imensas coisas, nunca estou parada, por exemplo, estou a escrever o segundo volume das Memórias e tenho outras participações, como nos recitais de poesia.&lt;br /&gt;Mas há uma história curiosa ligada à primeira novela que fiz - a Passerelle-, foi depois de vir de Paris, mais ou menos nos anos 80, eu fazia de uma senhora muito sofredora que tinha um marido que era muito desagradável, que a tratava muito mal, que era o meu colega Filipe Ferrer que, infelizmente, faleceu o ano passado. A personagem, que já não me recordo como se chamava, tratava-me pessimamente e, um dia, tendo entrado no elevador da Glória, que tem aqueles bancos laterais, sentei-me e uma senhora que ia defronte de mim que, realmente, tinha um ar um bocadinho sofredor, olhou-me e disse-me: “que pena que eu tenho de si por causa do marido que tem”. Eu, de repente, achei que estavam a ofender o Vítor que, Graças a Deus, é óptimo, mas, depois, percebi e a senhora acrescentou: “Eu bem sei o seu problema, porque eu tenho isso lá em casa” e, então, começou a desabafar e a contar as suas mágoas… Entretanto, eu não sabia bem o que é que havia de dizer e limitei-me a acrescentar: “bem sim, realmente, é horrível as pessoas terem esses problemas”...Umas pessoas riram-se porque perceberam, porque me reconheceram, outras, talvez tenham ficado desconfiadas, não perceberam nada da conversa. Estas situações verificam-se porque as pessoas têm a sensação que nós somos como representamos, confundem a personagem com a actriz, o que é péssimo, porque eu já fiz de tudo na vida- já fiz desde Nossa Senhora a prostituta no teatro… De facto, torna-se complicada essa fase em que somos influenciados por essa imagem externa, por termos de nos adaptar a uma figura que não tem a nossa maneira de ser, que é muito distinta de nós. Todavia, sempre adorei desempenhar papéis diferentes de mim, uma vez que considero que quanto mais distinto é o papel mais apaixonante é e, realmente, desfrutei dessa sorte no teatro, pois representei muitas personagens totalmente opostas a mim; na televisão, aconteceu-me com menor frequência, porque, geralmente, nos últimos anos, desempenhava sempre o papel de boazinha o que, por vezes, me irritava um pouco, porque se revela muito menos interessante, apesar de, para o público, ser mais simpático.&lt;br /&gt;Havia grandes actrizes antigas que só queriam fazer papéis simpáticos para o público gostar delas, dado que o vilão é sempre mal visto e as pessoas convencem-se que as personagens que representam é que as afirmam publicamente. Na minha opinião, devemos dar o exemplo, porque somos figuras públicas, pela forma como nos comportamos, pela imagem que transmitimos ou até pelas entrevistas que concedemos, mas não através dos papéis que representamos... Hoje em dia, a nossa comunicação social, por vezes, explora certas fases da vida dos artistas de uma forma errónea e irrelevante, quando o público se interessa por esses conteúdos é porque já o habituaram à bisbilhotice, a saber da vida particular dos outros. Acho que isso é irrelevante, o que interessa é a arte e, por vezes, há um fascínio que as pessoas que se interessam pela arte têm pelo teatro, pelo cinema ou pela televisão, pelo artista, do qual comungo… O meu Pai era jornalista e esteve muito ligado ao teatro e fez muitas traduções para a Amélia Rey Colaço, para a Palmira Bastos, portanto, eu, desde criança, que me habituei a ouvir falar nessas pessoas, nesses nomes que não eram “monstros sagrados” para mim, mas sim pessoas com talento, que existiam, que telefonavam lá para casa para falar com o meu Pai, e, como tal, embora não tivesse contacto directo com elas, sabia que existiam, que não eram fachadas, eram seres humanos e isso era extraordinariamente importante. Talvez por isso eu tenha tanto orgulho em ser actriz, até porque, quando me estreei, houve grandes problemas com a minha Mãe e o meu Pai- eu tinha 15 anos quando o meu Pai morreu e, portanto, a minha Mãe sentiu-se muito incomodada quando eu vim para o teatro, dado que a rádio era uma coisa, o cinema outra completamente diferente. A minha Mãe, por vezes, ia comigo às filmagens, mas, já, o teatro era uma actividade mal vista nessa época, os actores não eram considerados pessoas recomendáveis, segundo aqueles padrões, e tive certos problemas em deixarem-me entrar no meio. Isto porque o teatro estava associado a uma vida mais boémia, o que colidia com a moral das famílias mais conservadoras, eu lembro-me, contei isso até nas minhas Memórias…A minha Mãe e as amigas dela diziam que, com certeza, eu iria ser expulsa do liceu por estar a fazer o filme (porque eu ainda estava no liceu quando fiz o Amor de Perdição), mas, pelo contrário, foi um delírio no liceu, e, aliás, (eu conto isso nas Memórias), lembro-me tão bem, a minha professora de Moral gostava imenso e vinha-me perguntar quanto eu ganhava. Mas, claro, as pessoas foram-se habituando e acho que isso tem importância no comportamento dos actores, até porque as pessoas começaram a encontrar mais os actores na rua, dado que, antigamente, eu, que ainda trabalhei com a Palmira Bastos e com a Maria Amélia Rey Colaço, lembro-me que a Palmira, que ia sempre de táxi da rua Braamcamp, onde morava, para o Teatro Nacional (eu, nessa altura, ainda estava no Nacional e ela também). De facto, os actores não andavam muito pela rua, não tinham um grande contacto com o público e eram mais distantes. O Assis Pacheco, com quem eu, também, trabalhei imenso, defendia que não era boa estratégia o público conhecer bem os actores de perto porque, dizia, perdiam o fascínio ou o encanto. Eu não sou bem dessa opinião, acho que é bom um actor tomar contacto com o público e este com o actor pessoa, pois tal implica um maior contacto humano. Isso já acontecia quando se tratava de uma personagem mais característica, mas, à parte disso, houve uma evolução na maneira como o público passou a ver os actores e, hoje em dia, eu acho muita graça porque é ao contrário. De facto, os pais têm muito orgulho em que os filhos vão à televisão, como aquela senhora que sonhou ser actriz e, portanto, quer por força que a filha o seja porque quer ver o sonho dela nela realizado… conheço vários casos desse género. Eu, já nessa altura em que isso podia ser mais mal visto, tive sempre um grande orgulho em ser actriz porque creio que o actor pode dar imenso às pessoas, através da arte, o teatro é um espelho da vida… são frases feitas, mas é verdade, a pessoa vai ao teatro para se ver retratada, mesmo que não tenha a consciência disso, às vezes, a pessoa pensa que não seria, mas é tocada. Para as coisas chegarem a esse ponto, é determinante o actor ser convincente, mas quando existe essa comunicação do actor/ público é extraordinariamente gratificante e isso sente-se, a respiração do público é palpável. É um dos aspectos que me esqueci de referir- o papel do público, uma vez que o público também tem um papel, porque, às vezes, é muito complicado puxar por eles e parece que os bons vieram todos num dia e os maus todos no outro e, às vezes, basta um despoletar uma determinada reacção para ela se verificar em cadeia, até quando é um momento para sorrir. Eu não faço propriamente um teatro muito alegre, digamos, não faço uma comédia ligeira, mas há certas coisas que merecem um sorriso ou outra reacção qualquer e, basta um despoletá-la, para os outros o seguirem. É muito interessante essa comunicação entre o público. Por vezes, também, acontece uma distracção que nos obriga ao improviso, a termos de alterar criativamente o texto. Isso aconteceu-me numa peça que fiz no Teatro Aberto em Copenhaga, em que um elemento do público, na primeira fila, que estava a dobrar um plástico, me distraiu e, de repente, seguiu-se um silêncio e eu disse: “ai, sou eu a falar” …., todavia, ali, era um teatro arena, o público estava ao pé de nós, mas, de facto, pode acontecer a pessoa distrair-se ou ter uma fuga de memória e tem de improvisar, tem de compor…Agora, já não há, mas, quando eu me estreei no teatro, ainda havia a chamada caixa do ponto, o meu filho viu várias peças aí, como por exemplo, as Meninas de Castro, numa altura em que não era permitida a frequência de menores. Deixando de haver ponto, nós só podemos contar com a nossa memória, como tal, temos de compor muitas vezes, ou de ajudar o outro, ou do outro nos ajudar a nós, como tal, temos de estar muito seguros para que isso não aconteça com frequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao meu bairro…&lt;br /&gt;Eu nasci, aqui, na Visconde de Valmor, nessa altura, no 38 1º Esq, hoje, 30, aonde os meus Pais e os meus irmãos já viviam há uns anos e lá permaneci até me casar. Depois, durante uns 2-3 anos, vivi longe do bairro, na R. José Estêvão, porque o meu marido já tinha essa casa, mas, mais tarde, mudei-me, de novo, para perto, para a Barbosa du Boucage, tendo-me mudado, depois, para aqui porque tinha mais uma divisão, que era o quarto para o meu filho que, entretanto, já era mais crescido, de maneira que o Rui ainda nasceu na José Estêvão. E aqui estou e estarei, se Deus Quiser, até ao fim, pois este é o meu bairro…&lt;br /&gt;Eu sou da freguesia de S. Sebastião da Pedreira, nessa altura, não existia, ainda, a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que só foi inaugurada mais tarde, despoletando uma grande celeuma por ser uma igreja mais moderna e pelos vitrais do Almada, o que atraía muitas atenções e visitas externas, provocando, também, algumas rejeições acaloradas. Eu adoro vitrais, especialmente os do Almada, que são vitrais menos clássicos, digamos assim, e associo-os aos primórdios da Igreja de Fátima. Uma coisa que eu gosto muito é de ouvir os sinos, porque me dá uma sensação de que não estou na cidade, dado que eu passei muitas férias lá em cima, na Beira Alta, e associo os sinos à aldeia. Tenho a impressão de que os meus pais diziam que ainda havia por aqui umas quintas, quando fomos para a Visconde de Valmor, onde eu nasci. Nessa altura, ainda eram avenidas novas, hoje, estão bastante velhas, havendo bastantes casas, infelizmente, já muito degradadas e até devolutas.&lt;br /&gt;Todavia, é o meu bairro e adoro-o, é muito agradável viver aqui pois há de tudo, cá estão as minhas raízes e toda a gente me conhece, é reconfortante ir à Visconde de Valmor ou à farmácia Cardote, que é a mesma farmácia de quando eu era criança, que é muito importante para mim, embora a minha seja esta aqui, que frequento com gosto porque me é mais acessível e com a qual já estou familiarizada, pois são simpatiquíssimos. Mas ainda sinto uma certa ternura quando vou à Visconde de Valmor e passo por aqueles sítios, alguns prédios que ainda estão tal qual e outros que já estão completamente descaracterizados- aquele aonde eu nasci, por exemplo, foi somente restaurado há uns anos… Eu adoro olhar para aquela varanda do primeiro andar, onde eu passei tantas noites, porque, naquela altura, as pessoas estavam mais à janela e lembro-me, ainda, de a minha irmã dali namorar (eu também conto isto nas minhas Memórias). E, por isso, é me tudo familiar e agradável, aqui, no bairro, e não gostaria nada de me mudar, nem que fosse para uma casa muito mais bonita, para um palacete, pois, até, com os livros todos que estão na estante do corredor, seria impossível, agora, mudar-me daqui.&lt;br /&gt;Não esquecendo, também, o meu colégio - o Elias Garcia-, do qual eu tenho imensas saudades, que era na Av. homónima, logo no princípio, a seguir à Av. da República. Lá estudei desde as primeiras letras, até ao 3º ano do liceu, a partir do 4º ano, fui para o Filipa, que se situa, também, aqui no bairro. Foi, de facto, sempre por aqui que eu andei e, ainda agora, as últimas vezes que trabalhei, foi no Teatro Aberto, que, também, já não é desta freguesia, mas de S. Sebastião, porque pertence ao Bairro Azul, mas, de qualquer das formas, situa-se tudo aqui nas imediações, o que é muito agradável.&lt;br /&gt;Aqui há tempos, também, pediram-me um depoimento para um trabalho sobre o Apolo 70…lembro-me muito bem da inauguração do Apolo 70, tinha um cinema aonde assisti a imensos filmes, tendo estado na sua inauguração. Dispomos, também, de outro cinema, aqui, na 5 de Outubro, que, por vezes, frequento - vi lá imensos filmes franceses que permaneciam em cartaz durante muito tempo-, ao qual se juntam o Monumental e um aonde, ainda não há muito tempo, assisti a uma peça de teatro.&lt;br /&gt;O meu marido é que frequenta muito os cafés da zona e já, aqui, temos bons restaurantes- um é de massas italianas e o outro é vegetariano, o que faz com que a zona esteja mais animada, à noite.&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em defesa da Liberdade...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1961, Teófilo Carvalho dos Santos (TCS) e a família foram viver para a Avenida de Berna n.º 21, embora, como era advogado em Alenquer, onde tinha o seu escritório, dividissem a vida entre esta localidade e Lisboa.&lt;br /&gt;TCS foi Fundador do Partido Socialista e deputado pelo PS durante 11 anos, todavia, face ao convite para ministro, recusou, embora tenha aceitado, em 1979, ser Presidente da Assembleia da República, momento em que teve de abandonar a advocacia e o seu escritório. Permaneceu no cargo durante um ano e meio, porém, face a outro acto eleitoral, apesar de frisar que não gostaria de o retomar, voltou a ser eleito, ficando deveras aborrecido! Os outros partidos consideraram que tinha havido irregularidades no processo de eleição, convocando uma nova votação, na qual TCS perde, o que constituiu para si um alívio, afirmando: “Tenho saudades do tempo em que eu advogava”.&lt;br /&gt;A sua vida focalizou-se na busca de uma sólida liberdade pública, que permitisse aos seus conterrâneos ter uma voz activa e audível. O seu amor à democracia e à liberdade nunca esmoreceram face a diversas contrariedades, algumas bastante violentas. Tinha as portas da sua casa abertas para quem necessitasse, à sua moradia em Alenquer acorriam muitas pessoas, diariamente, em busca de comida. Recentemente, um homem disse a Maria Fernanda, sua esposa: “Minha Senhora, eu queria pedir-lhe uma coisa- era que fosse almoçar a minha casa. Eu fui tantas vezes matar a fome à sua casa! Eu, agora, estou bem e tinha muito prazer em que a Senhora fosse lá almoçar comigo.”&lt;br /&gt;TCS faleceu em Lisboa, em 1986, Maria Fernanda vive ainda em Alenquer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma vida, muitas histórias...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: O meu Pai era delegado do Instituto Nacional do Trabalho, em Viana do Castelo, de onde ele era natural e onde eu nasci, também, aliás toda a família. O meu Pai foi convidado pelo Ministério das Corporações para ficar como Secretário da Junta Central das Casas do Povo de Lisboa e, em 1945, veio com a minha Mãe procurar uma casa, quando estavam já desesperados e quase a desistir de encontrar uma, um dia, foram à igreja de Fátima. O meu Pai era muito amigo do Almada Negreiros e a minha Mãe tinha sido colega da Sara Afonso, a mulher do Almada, dado que foram ambas colegas no colégio de St. José de Cluny. O meu Pai foi um dos primeiros modernistas- em 1916, entrava nos salões modernistas, nessa altura, deu‑se muito bem com o Almada Negreiros e outros como o Jorge Barradas, o Diogo Macedo, etc. Isto é para lembrar a igreja de Fátima, que está tão ligada ao Almada Negreiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os meus Pais foram ao domingo à igreja, à missa, e, quando saíam da missa, olharam para uma casa que estava com escritos, nas janelas, e pensaram: “olha, aqui está perto da igreja” e, aliás, a avenida Marquês de Tomar era, como dizia a minha Mãe, muito farta, era uma espécie de mercado, tinha tudo o que uma cozinha familiar precisa. Assim, foram ver a casa- eram 11 divisões no 1º andar e cheias de sol, nesse dia, estavam cheias de sol, porque havia sol e porque eram horas em que o sol dava em todos os quartos e ficaram encantados-, que era cara, nessa altura, em 1945, pagávamos 1200$, era um ordenado, mas, realmente, a minha Mãe ficou encantada com a casa e resolveram alugá-la. Eu fiquei, ainda, em Viana, com o resto da família, pois havia que esvaziar a casa e mandar os móveis para aqui e rasgar papéis, etc. De maneira que comecei a habitar a casa de Marquês de Tomar em Fevereiro de 1946 e ali fiquei, até este ano, primeiro com a família, depois, com o meu neto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Nessa altura, ainda não havia a freguesia de Nossa Senhora de Fátima, era a de S. Sebastião, mas o meu Pai, quando foi elevada a freguesia, foi nomeado secretário, foi o primeiro secretário da freguesia e foi-o enquanto viveu. E mais- desenhou a placa que lá está, foi ele que desenhou a placa, a mobília da sala de reuniões, os armários, as encomendas, tudo isso foi o desenho do meu Pai- e começámos, deste modo, a estar muito ligados à Junta de Freguesia. É claro, ali vivi, um grande amigo meu, o David Mourão‑Ferreira, que, nessa altura, conheci, que morava na Defensor de Chaves, quando casou, não sendo baptizado, pediu-me a mim, para ser seu padrinho de baptismo e, assim, foi na igreja de Nossa Senhora de Fátima que o David Mourão‑Ferreira se baptizou e se casou. Portanto, está a ver que foi dessa maneira que estive sempre muito ligado àquela igreja… o meu Pai, também, ajudou muito a igreja de Fátima, era quase como um sacristão, sempre que podia, ajudava a missa e o Prior, de quem era muito amigo. Bem, depois, ali vivi com a família, durante muitos anos. Mais tarde, quando veio o 25 de Abril, nas primeiras eleições, um amigo meu que ia representar o CDS nas eleições desistiu por doença, creio eu, e pediu-me a mim que o substituísse e eu fui nomeado para a Junta de Freguesia e fui tesoureiro, durante 3 anos. Isto foi suponho que em 76-77-78. Como vê, estou muito ligado à freguesia… Na altura, quando estava na direcção da freguesia como tesoureiro, criámos o mercado, mesmo no meio da rua, com umas bancas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Depois, a uma dada altura, não me recordo quando, o Vasco Lima Couto foi morar, também, para a freguesia e, quando lhe quiseram fazer uma homenagem, depois da sua morte, convidaram-me a mim para fazer uma conferência sobre ele. Isso foi feito no Palácio Galveias e eu representei, de certa maneira, a freguesia para falar do Vasco, que eu conhecia desde a adolescência, porque ele era do Porto e eu sou de Viana do Castelo, mas a minha irmã mais velha casou no Porto e, como escritora, também, que era, conhecia-o e pôs-nos em contacto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: Olhe, conte-nos, também, uma história engraçada, um episódio engraçado ligado à sua vida actual, aos livros que escreve…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Eu sou um homem do teatro, também, não é verdade? Nos anos 70, em dois anos, fizemos, igualmente, a convite da freguesia, no dia 10 de Junho, uns espectáculos no bairro de Santana, no teatro Vasco Santana, que pertence à antiga Feira Popular, e, também, ali, fiz conferências, palestras, com crianças, falando sobre Camões, até com a colaboração da actriz Cecília Guimarães, que lia os textos. Suponho que um outro ano foi no chamado Teatro Aberto, ali, na Praça de Espanha, a pedido da junta de freguesia. Representaram peças infantis minhas, pois, durante 20 anos, dirigi uma companhia de teatro infantil - o Teatro Girafales- que, nessa altura, tinha acabado porque, depois do 25 de Abril, não me concederam mais subsídios, alguns actores, como Joel de Carvalho e outros actores novos, muito novos, então, evidentemente, pediram-me para continuar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Bem, então, vivi naquela rua quase 60 anos, desde 1946 a 2007. Há muitos episódios engraçados dessa vivência- recordo-me quando consegui ter o meu primeiro carro, o carro era velhíssimo, era um carro da Segunda Guerra Mundial, às vezes, parava ali à frente das lojas, não tinha bateria e não tinha, também, dinheiro, e os comerciantes da rua vinham pedir à minha Mãe para que eu tirasse o carro, que era uma vergonha, que lhes estragava o negócio, pois estava tão sujo, tão imundo, diante dos próprios estabelecimentos… Eu lá convencia alguns rapazes, hoje, grandes actores, o Francisco Nicholson, o Rui Mendes, que eram da minha companhia e aliciavam gente- “eu vou dar um passeio com o meu carro, mas vocês têm de o empurrar”- e lá era a maneira de libertar o estabelecimentos daquela poeira, escreviam-me: “porco”, chegava a evitar passar junto do carro, porque tinha vergonha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Era curioso, com certeza, aquele bairro era um bairro de teatro, de gente de teatro- lá vivia o João Perry, a Teresa e o João do Teatro da Comuna, vivia o Lopo de Carvalho, vivia&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a Mirita Casimiro, a Carmen Dolores, que ainda vive, o irmão, o Sarmento e a mulher, o Barreto Poeira da tabacaria, ali, em frente à minha casa. Havia um grupo de muita gente de teatro que ali vivia, na Marquês de Tomar, mas, também, escritores, como o Armindo Rodrigues, o Tomás Figueiredo, o Manuel Alegre, o David, mas que, depois, se mudou para a Poeta Mistral, onde viveu muito tempo, o Vasco Lima Couto. Ou seja, havia uma selecção de artistas e escritores, ali, que, dificilmente, se encontram noutro sítio, um agrupamento tão grande! Ainda há dias, estive, ali, na tabacaria...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: E actualmente? Acabou de escrever um livro para crianças…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Acabei de publicar um livro para crianças, tenho um livro na Fundação Oriente para publicar e um livro de contos que vai ser lançado, agora, um livro de poesia, também, acabado, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;mas, como dizia o Pedro Homem de Mello, gosto de acabar uma prova tendo outra começada, de maneira que tenho prazer em rematar um livro, mas já tendo outro começado, mesmo para eu ter a própria noção da continuidade, não há um ponto final...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: Não nos quer deixar algum poema seu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Olhe, posso deixar… Como estamos próximos do Natal, quer que lhe leia um poema inédito de Natal? Ora, escrevi-o, também, na freguesia numa tertúlia literária, a tertúlia do Rio da Prata, que é ali na Conde Valbom. Continuámos a publicar no Natal uns livros colectivos e todas as quartas-feiras reuníamo-nos na Rua da Prata- tínhamos poetas, escritores, músicos, alguns autores impressionistas e continuámos a publicar e, este ano, pediram-me um poema para o livrinho colectivo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para o Natal de hoje,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O meu Natal é o Natal da igreja e o presépio da sala,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sem passar pela loja,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Onde a usura festeja o escolher da prenda e o comprá-la,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pois não tem Pai Natal o meu Natal, tal como agora o tem,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Vive no antigo Portugal e veio de Belém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Católico, na fé é que me fere a afirmação do ateu&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De que o Natal É quando o Homem quer, não,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Natal É quando o Quis o Céu…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: Muito bem, muito bem, muito bonito mesmo. E isso já foi publicado ou não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Não, não, isto é para este ano…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: Quando Quis o Céu, exactamente, o Natal É quando o Quis o Céu…Quando Deus Quer e não quando o homem quer…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Quando Deus Quer e quando Deus Quis...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;LM: E quando Deus Quer…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;AMCV: Claro, todos os anos… mas é um nascimento, agora, o Natal É quando um homem quer? Está mal, o Natal É no dia 25 de Dezembro, porque o Natal É o Nascimento de Cristo, não É outra coisa, o termo Natal significa o Nascimento…o Natal É quando o homem quer? Não É, isto não se diz, isto não é correcto, isto é um disparate que anda na boca de toda a gente…o Natal É quando um homem quer? O Natal É só um, o homem pode querer outras coisas e fazê-las, muito bem e é bom que o faça, agora, o Natal tem de o respeitar, É aquela a data, como a Páscoa, não É quando o homem quer a Páscoa…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Dar Vida aos Livros&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1971, David Mourão-Ferreira (DMF) mudou-se para a Av. Júlio Diniz, numa época em que as avenidas novas estavam repletas de selectos palacetes e jardins, para uma casa muito ampla. Quando a viu, DMF exclamou: “Agora, é que vou ter espaço!”, mas, passado um ano, o mesmo já era reduzido, pois a casa estava cheia de papéis e livros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;DMF escreveu muitas das suas obras nessa mesma casa, elegendo o escritório como espaço do seu labor literário, até ao dia em que este estava já tão saturado de livros e documentação que passou a escrever na casa de jantar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A casa, nessa altura, estava sempre cheia de gente, particularmente no Natal, e, na Consoada, era DMF a distribuir as prendas, parecendo um leiloeiro, e todos se divertiam muito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O poeta viveu ali até morrer, em 1996, legando-nos uma importante obra literária, tendo sido a poesia o género primordial da sua incomparável e talentosa expressão literária. Escreveu para vários jornais e revistas, tendo desempenhado um cargo no governo como Secretário de Estado da Cultura (de 1976 a1979). Foi autor de alguns programas de televisão e de letras para vários fados imortalizados pela voz de Amália Rodrigues.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;DMF foi um homem apaixonado, tumultuoso, embora delicado e sensato na sua obra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;Ânsia de viver...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ary dos Santos viveu na Av. Júlio Diniz, mas cedo saiu de casa. Começou a escrever, precocemente, aos 15 anos, revelando uma personalidade entusiasta, rebelde e irreverente. Gostava de provocações inteligentes, da sátira contundente, mas, quando se entregava, fazia o com alma, tinha um espírito livre, excêntrico, não permitia que o acorrentassem, sendo, talvez por isso, um solitário. Derramava-se num mar de palavras, de emoções, de poemas, que enunciavam encontros e desencontros, lágrimas escondidas em sorrisos.&lt;br /&gt;ADS nunca conseguiu ultrapassar o facto de sua mãe ter morrido muito cedo, quando ainda era criança. E, nas vésperas da sua morte, escreveu o poema “Infância”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Paixão pela Medicina...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;u1:worddocument&gt;   &lt;u1:view&gt;Normal&lt;/u1:View&gt;   &lt;u1:zoom&gt;0&lt;/u1:Zoom&gt;   &lt;u1:hyphenationzone&gt;21&lt;/u1:HyphenationZone&gt;   &lt;u1:compatibility&gt;    &lt;u1:breakwrappedtables/&gt;    &lt;u1:snaptogridincell/&gt;    &lt;u1:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;u1:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/u1:Compatibility&gt;   &lt;u1:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/u1:BrowserLevel&gt;  &lt;/u1:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Dr. Pedro Nunes, actual Bastonário da Ordem dos Médicos, nasceu no n. 63 da Av. Visconde Valbom, num prédio residencial, hoje, a sede do Secretariado Nacional de Reabilitação. O seu Pai, oriundo de Castanheira de Pêra, veio com 14 anos para Lisboa em busca de trabalho, iniciando a sua actividade como ajudante numa mercearia na Av. Visconde Valbom que, mais tarde, adquiriu, assim como um restaurante e uma tabacaria. Posteriormente, os seus pais foram viver para a Estrada da Luz, mantendo as lojas na mesma zona, regressando, depois, para o nº64 da Av. Visconde Valbom, onde, hoje, a sua mãe e a sua avó ainda vivem, o que fez com que toda a sua vida se desenrolasse ao redor destes espaços. Viveu lá até 1977, hoje, vive no Lumiar, mas mantém uma proximidade com a freguesia, continuando, por exemplo, a frequentar o barbeiro sito na Av. Miguel Bombarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Certo dia, quando o seu Pai lhe perguntou como vislumbraria o futuro, se pretenderia assumir os negócios familiares, tomou a decisão de seguir Medicina e, sabendo os seus pais da sua vocação e, sendo a sua Mãe enfermeira, apoiaram‑no integralmente, o que os fez libertarem-se dos estabelecimentos comerciais. Formou‑se, então, em Medicina, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Lisboa, especializando-se em oftalmologia, no Hospital Egas Moniz. Mais tarde, tornou-se docente em disciplinas do Curso Geral de Medicina e abriu um consultório de oftalmologia, em Castanheira de Pêra, onde pensava sedear-se em termos profissionais. Hoje, as suas obrigações como Bastonário da Ordem dos Médicos não lhe permitem exercer Medicina em pleno nos seus consultórios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;  &lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt; 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 /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“A Riqueza do Património da Freguesia de Nossa Senhora de Fátima”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A riqueza patrimonial da Freguesia de Nossa Senhora de Fátima assenta na grande qualidade das singulares peças arquitectónicas que a constituem, seis das quais já foram agraciadas com o Prémio Valmor, instituído pelo segundo Visconde de Valmor, um diplomata e político novecentista devotado ao mecenato artístico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Estes seis aprimorados edifícios galardoados com tão prestigiante distinção são, por ordem cronológica de construção: o Clube dos Empresários, da autoria de Miguel Ventura Terra (1906); a Central do Banco de Investimentos, da autoria de Miguel Nogueira (1913); o Prédio de Luís Rau (1923), o Prédio de Félix Ribeiro Lopes (1929) e a&lt;span style="color:black;"&gt; Igreja de Nossa Senhora de Fátima, da autoria de Porfírio Pardal Monteiro (1938), esta última com vitrais e pinturas de Almada Negreiros; &lt;/span&gt;a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), da autoria de &lt;span style="color:black;"&gt;Gonçalo Ribeiro Telles e António Barreto (arquitectos paisagistas) e Alberto Pessoa, Pedro Cid e Ruy Jervis Athouguia (arquitectos) (1975). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;A FCG oferece condições ímpares aos visitantes que aqui podem usufruir da harmoniosa simbiose entre a frescura da natureza circundante e as iniciativas culturais de grande projecção nacional e internacional promovidas por esta prestigiada instituição, que muito honra esta freguesia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 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Da República que encontramos o Prédio de Luís Rau, seu financiador e promotor, que o encomenda em 1920 ao prestigiado arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, o mesmo que desenhou a planta da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Finalizado em 1923, dois anos mais tarde, em 1925, é-lhe atribuído o Prémio Valmor correspondente ao ano da sua conclusão, sendo o parecer assinado por Alfredo de Ascensão Machado, Adães Bermudes e Cristino da Silva, membros do júri de então. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este edifício destaca-se naquela cosmopolita e nuclear avenida lisboeta por uma distintiva arquitectura eclética, ainda que caracterizada por uma clara influência estética francesa, ao impor-se magistralmente pela elegância do seu traçado e pelo conjunto harmonioso dos elementos decorativos da sua fachada. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este Prédio de planta rectangular de 5 pisos, acrescidos de cave mais a mansarda de telha de xisto preto de inspiração claramente parisiense, pulvilhado de magníficos pequenos varandins em ferro forjado, encontra-se, actualmente, num óptimo estado de conservação, conjugando quatro componentes funcionais díspares e complementares- a habitacional, a comercial, a dos serviços e a do equipamento escolar.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 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essencialmente, pelo seu esmerado estilo arquitectónico de traça neo‑árabe, com cúpulas e torreões semelhantes aos das mesquitas muçulmanas, que a faz destacar‑se como uma das mais eminentes referências sócio‑culturais na dimensão lúdica da vida dos munícipes lisboetas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Este magnífico espaço lúdico de influências estéticas árabes, que se estende por uma área aproximada de 5000 metros quadrados e um redondel de 80 metros de diâmetro, após as obras de remodelação efectivadas na era de 90, que vêm colmatar um período de relativa deterioração, passa a poder acolher entre 7.000 e 10.000 espectadores e a estar dotado de novas funcionalidades que lhe permitem não só continuar a exercer a sua função referencial primacial, como, também alargar as áreas de actividade que, condignamente, acolhe. Para o efeito, este espaço de excelência não só é recuperado ao nível das suas infra‑estruturas básicas, como é, também, reconvertido de forma a permitir o acolhimento de iniciativas de índole multifacetada, sendo que o seu tecto de cobertura permite a realização de eventos em qualquer estação do ano, oferecendo um esmerado nível de conforto aos seus visitantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;De facto, os autores deste projecto de reconversão (o Arquitecto José Bruschy, que conta com a colaboração dos seus colegas Pedro Fidalgo, Filomena Vicente e Lourenço Vicente) incluem uma galeria comercial com cerca de 60 lojas, 10 bares, esplanadas, 8 salas de cinema e um parque de estacionamento para 1.250 viaturas, novas funcionalidades que reforçam o carácter polivalente desta renovada, emblemática e renascida Praça de Touros do Campo Pequeno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Assim, actual e diariamente, ao Centro de Lazer do Campo Pequeno e à sua magnífica sala de espectáculos, com capacidade para 10.000 pessoas, desloca-se um número considerável da população da cidade de Lisboa, que os converte em principais pólos de entretenimento da capital. Entre os diversos e variados eventos que aqui decorrem destacam‑se os eventos de moda, desportivos, concertos de música ao vivo, entre outros de grande projecção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Cambria; 	mso-font-alt:"Palatino Linotype"; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:auto; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin-top:0pt; 	margin-right:0pt; 	margin-bottom:10.0pt; 	margin-left:0pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:Cambria; 	mso-fareast-font-family:Cambria; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 85.05pt 70.85pt 85.05pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0pt 5.4pt 0pt 5.4pt; 	mso-para-margin:0pt; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;EDIFÍCIO CENTRAL DO BANCO DE INVESTIMENTO SA&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;É no cruzamento entre a Avenida da República e a Avenida João Crisóstomo que se situa a sede de uma instituição financeira nacional de primordial relevância, a Central do Banco de Investimentos, SA, cujo edifício original, mandado construir por José A. Santos, foi concebido pelo traço do arquitecto Miguel Nogueira, como estrutura habitacional em regime plurifamiliar. Este elegante e funcional edifício, cuja aprimorada construção terminou no primeiro quartel do séc. XX, recebeu, no mesmo ano de 1913, o prestigiado e ansiado Prémio Valmor, destinado à promoção de obras arquitectónicas nacionais de elevado e inovador sentido estético. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A sua imponente estrutura arquitectónica de estilo&lt;i&gt; Art Nouveau,&lt;/i&gt; ainda hoje em óptimo estado de conservação, inclui uma magnificente fachada decorada por esculturas integradas e ferro forjado magistralmente desenhado, revelando o magnífico e distintivo telhado uma clara inspiração em águas‑furtadas parisienses revestidas a negro xisto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Este esplêndido Palácio, datado de meados do Século XVII, foi mandado erigir por um membro da martirizada família Távora, quando da tragédia que se abateu sobre a sua Casa, pela perseguição que lhe foi movida a mando do Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, condenando&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;‐&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;a à tortura e ao ostracismo na Corte, no decurso do Reinado de D. José I. Por conseguinte, após a conclusão do chamado “Processo dos Távora”, os bens da família foram tomados pela coroa, mediante a realização de um processo de liquidação judicial, que alienou a propriedade em hasta pública. No início do Século XIX, os novos proprietários tiveram, igualmente, alguns problemas com a Fazenda Pública, pelo que a propriedade foi adquirida por João de Almeida Mello e Castro, o futuro 5ª Conde de Galveias que, entretanto, associaria o seu nome nobiliárquico de família ao Palácio, tendo sido, posteriormente, nos finais do século, adquirido por um abastado e poderoso homem de negócios, de seu nome Brás Simões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Assim, apesar das suas nobres e elevadas origens, esta magnífica propriedade foi objecto, durante algumas décadas, de algum abandono, o que motivou a intenção da edilidade lisboeta, em Janeiro de 1928, de encetar negociações com a empresa proprietária no sentido de ser atribuída uma finalidade de índole cultural a este secular imponente monumento. Para o efeito, procedeu&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;‐&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;se a obras de restauro no Palácio, bem como na propriedade circundante, e, em Julho de 1931, o mesmo seria reinaugurado na qualidade de Arquivo Histórico&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;‐&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Cultural, Biblioteca e Museu da Cidade de Lisboa. O vasto espólio deste Palácio inclui, entre muitos outros bens dignos de registo, inúmeros painéis de azulejaria da autoria de Leopoldo Batistini, a colecção de arte sacra e a notável colecção de gravuras, desenhos e plantas de Lisboa. Actualmente, o Palácio Galveias mantém abertos a um público cada vez mais informado e interessado por inovadoras iniciativas culturais multifacetados e polivalentes espaços que o convertem num monumento primacialmente vocacionado para a promoção da arte, da cultura e da comunicação global humana: a Sala de Leitura de Referências, a Sala de Leitura de Periódicos, a Sala Infantil, o Espaço Multimédia e, por último, a Sala de Leitura Geral. Com efeito, muitas exposições de renome internacional têm recebido um fantástico acolhimento neste espaço que alberga séculos de tradição e de cultura, agora, democraticamente, acessível aos olhares e à presença assídua dos munícipes desta cidade que se afirma, hoje, como um núcleo crucial dos roteiros turísticos globais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;PRÉDIO DE FÉLIZ RIBEIRO LOPES&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No 2º quartel do séc. XX, mais precisamente em1929, em vigência da magistral influência do eclético movimento estético da &lt;i&gt;Art Deco,&lt;/i&gt; baseado em conceitos como o da elegância, simplicidade e funcionalidade, sob as ordens e financiamento de Feliz Ribeiro Lopes, é edificado um soberbo edifício, que ficou conhecido como o Prédio do seu promotor financeiro, sob o esplêndido traço do famoso arquitecto Porfírio Pardal Monteiro. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Sito na actual Av. 5 de Outubro, ocupando os nºs 207 a 215, este imponente edifício de três pisos, destinado a propósitos habitacionais, a cujo equilíbrio das proporções se junta uma harmonia decorativa que lhe confere uma relevante elegância arquitectónica, caracteriza-se ainda pelo apuramento estético das suas varandas de ferro forjado, assim como dos painéis e frisos decorativos, que lhe conferem um &lt;i&gt;glamour &lt;/i&gt;claramente exclusivo. Traços distintivos que legitimam inteiramente a atribuição do Prémio Valmor a mais uma obra que valoriza a freguesia de Nossa Senhora de Fátima, exactamente no mesmo ano da sua conclusão, em 1929.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CPROPRI%7E1%5CDEFINI%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt; 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XX, em 1906, da autoria do arquitecto Miguel Ventura Terra, distinguido pelo Rei com &lt;span style="color:black;"&gt;o compasso que pertenceu a João Frederico Ludovico&lt;/span&gt;, inicialmente destinado à habitação plurifamiliar, acolhe, hoje, a sede do distinto Clube dos Empresários, sito em plena Av. da República, uma das artérias nucleares lisboetas com mais &lt;i&gt;glamour. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;i&gt;&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em termos arquitectónicos, este elegante e esteticamente depurado edifício, em muito bom estado de conservação, destaca-se por uma original implantação da planta traçada, aprimorada pelo sofisticado revestimento a pedra clara, bem como pela magnífica decoração das fachadas, nomeadamente no que concerne ao frontão central, que se distingue pelo fenomenal painel de azulejos, decorado com motivos Arte Nova e pelo soberbo friso escultórico. &lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Em 1906, este esplêndido e requintado Palacete, então denominado Casa Viscondes de Valmor, é galardoado com o prestigiado homónimo Prémio Valmor, que o distingue pelo estilo arquitectónico eclético próprio da &lt;i&gt;Art Nouveau. &lt;/i&gt;&lt;u2:p&gt;&lt;/u2:p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Segundo parecer do júri, o imóvel destaca-se por uma «(...) perspectiva agradável do cruzamento de duas artérias (...)», pela «(...) a boa e lógica proporção (...)» das formas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12pt;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-811419862587020907?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/811419862587020907/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=811419862587020907' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/811419862587020907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/811419862587020907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2010/01/autoria-dos-textos-do-livro.html' title='Co-autoria dos textos do Livro Comemorativo dos 50 anos da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_N-McfiyWbdw/S2M_VOlIEiI/AAAAAAAALhM/zlTYlfxr5ZQ/s72-c/IMGP0119.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-6690740983881358834</id><published>2007-10-11T01:35:00.000+01:00</published><updated>2008-01-25T01:42:15.807Z</updated><title type='text'>Participação no Boletim de Junho da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra como repórter e autora de alguns artigos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Foi com muito orgulho que colaborei, voluntariamente, no desenvolvimento do Boletim Informativo de Junho de 2007 da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra (JFO). Foi uma experiência muito gratificante e, desde já, agradeço a amabilidade da JFO na pessoa do Senhor Presidente Carlos Morgado e do Dr. Manuel Machado. É sempre muito enriquecedor trabalhar com pessoas sábias e dinâmicas. Infelizmente, não pude participar na elaboração deste último Boletim de Setembro.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui ficam os textos que escrevi para o Boletim de Junho:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemoração solene do Dia da Freguesia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão solene alusiva às comemorações do Dia da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra decorreu, como já é tradição, no passado dia 10 de Maio no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, tendo sido várias personalidades agraciadas com as Medalhas de Honra e Mérito da Freguesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão solene foi inaugurada por Rui Silva, que anunciou a projecção de um documentário, no qual o Presidente da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra (JFO), Carlos Morgado, convidava os presentes a admirar, através desta visita virtual, o valioso património arquitectónico da JFO e a visionar várias iniciativas levadas a cabo pela mesma no ano de 2006. Visionaram-se, igualmente, algumas das infra-estruturas que têm sido postas ao serviço da população, como o esplêndido porto de recreio de Oeiras, fruto da prestimosa relação de parceria estabelecida com várias instituições, entre as quais destacou a Câmara Municipal de Oeiras (CMO).&lt;br /&gt;Celina Mendonça, Presidente da Mesa da Assembleia de Freguesia, iniciou a sessão de discursos, regozijando-se pela comemoração de mais um aniversário de uma Junta cuja Assembleia representativa expressa, segundo palavras da própria, uma salutar diversidade ideológica entre os vários grupos e partidos políticos que nela têm assento que, consubstanciada a um apurado sentido de dever e responsabilidade, tem resultado num grande espírito de união no que concerne à prossecução de projectos que se focalizam, essencialmente, em aprimorar a qualidade de vida dos seus fregueses.&lt;br /&gt;Seguiram-se os discursos de Gabriela Tavares (CDU), Rui Vieiro (PS), Joaquim Ribeiro da Conceição (PSD) e Francisco Lourenço (Isaltino Morais Mais à Frente), que confluíram numa particular saudação a todos os convidados homenageados por honra e mérito, como símbolo de uma cultura de excelência e de responsabilidade cívica, que ousa colocar o esforço individual ao serviço da colectividade.&lt;br /&gt;Interveio, então, o Presidente da JFO, Carlos Morgado, que, reiterando o elevado valor do património histórico desta freguesia, saudou, igualmente, o mérito dos homenageados e a contribuição das “forças vivas” oeirenses, que têm cumprido com exemplar civilidade o protocolo de colaboração focalizado no apoio a famílias carenciadas e fomentado iniciativas, em termos de responsabilidade social, que dignificam toda a comunidade. Carlos Morgado ressaltou, também, a lealdade e a dedicação inequívocas que todos os membros do executivo têm demonstrado na prossecução de um objectivo que qualificou como comum: “desenvolver Oeiras em prol da população”. Deste modo, frisou o saldo muito positivo do trabalho desenvolvido durante o ano de 2006, referindo que os índices de execução orçamental se situaram nos 101% em termos de receitas e nos 97% em termos de despesas, tendo sido as “áreas prioritárias eleitas o apoio social, a educação, a cultura e os desportos”, a par da comunicação. Assim, sublinhou, igualmente, a relevância da inauguração das novas instalações da JFO, afirmando a importância de “uma Junta de Freguesia poder proporcionar a todos os que recorrem aos seus serviços as melhores condições de atendimento, desempenhando de forma eficaz as suas funções”. Neste âmbito, enfatizou a importância da reformulação gráfica deste Boletim Informativo e da sua distribuição num regime trimestral, com uma tiragem de 20.000 a 25.000 exemplares, na maximização da intercomunicação entre a JFO e os seus fregueses, numa dinâmica envolvente e pró-activa.&lt;br /&gt;Por último, discursou o Presidente da CMO, Dr. Isaltino Afonso de Morais, que felicitou a JFO por ocupar o “primeiro lugar no índice de execução de competências”, o que justificou um acréscimo de 50% nas verbas postas à sua disposição, apelando a que, num momento de comemorações, se olhasse para o futuro, com base na persistência enquanto princípio fundamental na actividade política. Daí que, afirmou, “a melhor forma de capitalizar o concelho é permitir que haja serviços que se actualizem, em prol do benefício dos munícipes”, havendo muitas razões para que “a vila de Oeiras se reveja com orgulho pelo seu passado, presente e futuro”. As suas últimas palavras de apreço foram para os homenageados, enquanto pessoas devotadas a causas nobres, merecedoras do reconhecimento por parte de toda a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Homenageados por Mérito e Honra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na segunda fase da sessão solene foram homenageadas várias personalidade individuais e colectivas cujo elevado sentido de responsabilidade social tem vindo a reverter em benefício de toda a comunidade.&lt;br /&gt;Nesse âmbito, foram agraciados a Escola Profissional Vale do Rio, representada pelo Dr. Pedro Campos; o Dr. Luís Filipe da Piedade André, antigo Presidente da JFO e deputado da Assembleia Municipal de Oeiras, representado por seu filho Nuno André; o Dr. Manuel Barão da Cunha, Director/fundador da Livraria-Galeria Municipal Verney; a Casa Quinzé de António Alves, um dos estabelecimentos comerciais mais antigos desta Freguesia, fundada em 1937 e representada pelo seu gerente, António Alves; Frederico Gil, tenista do CETO que alcançou a posição de campeão nacional absoluto em 2006 e 2004, tendo sido o vencedor do Open Oeiras em 2003, representado por seu pai, Rui Gil; e Carlos Alberto Nobre Gonçalves, actor consagrado em palcos nacionais e internacionais. Por último, foi atribuída a Medalha de Honra da Freguesia à Associação Desportiva de Oeiras (ADO), enquanto clube centenário que tem, ao longo dos muitos anos da sua existência, fomentado uma cultura de excelência e um salutar espírito de equipa entre todos os seus atletas, desempenhando um notável papel social em Oeiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2º artigo: A recriação pós-moderna de obras renascentistas e surrealistas na Conde de Oeiras (por questões de economia discursiva editorial, este artigo foi reelaborado e acoplado a outros, por outro colaborador do Boletim, mas, de qualquer das formas, optei por incluir, neste conjunto, o artigo da minha autoria, como prova de agradecimento à Dra Márcia Lima) &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sob a orientação da Profª Márcia Parente de Lima, as turmas A e B do 8º ano da EB 2.3. Conde de Oeiras recriaram de forma exemplarmente inovadora famosas obras renascentistas de Leonardo da Vinci, Michele Angelo e Sandro Botticelli, aliando técnicas como a pintura e a colagem. As turmas A e B do 9º ano realizaram trabalhos com base na análise de quadros de vários pintores surrealistas, obtendo resultados expressivos, plenos de imaginação e criatividade.Quem pôde observar as obras terá ficado certamente impressionado pela forma como os princípios estéticos e filosóficos dessas duas correntes, separadas por 500 anos de História, foram adaptados tão original e congruentemente por estes alunos ao ideário e à vivência dominantes nas actuais sociedades ocidentais. O desenvolvimento desta iniciativa baseou-se na confluência da investigação efectivada na disciplina de Área Projecto e dos conteúdos programáticos leccionados em Educação Visual. Esta exposição, inaugurada no último dia de aulas do 2º período escolar, contou com o inestimável apoio do Presidente da Comissão Provisória e esteve patente na Escola até ao final de Maio.Alguns trabalhos revelaram um tal apuramento estético, que a Dra Márcia Lima pretende atribuir‑lhes menções honrosas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3º artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento da obra de um turista ocidental nada acidental&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A Galeria Lagar do Azeite encheu-se de gente e de orgulho a 19 de Maio quando do lançamento da obra Turista Ocidental: Crónicas de Viagens de Jorge Ferreira Pinheiro (JFP), um “cidadão-autor, um dos primeiríssimos “colonos”” de Nova Oeiras, segundo palavras de Manuel Machado (MM) no breve apontamento que antecede o prefácio de José Jorge Letria (JJL). Foi ao som de uma orquestra de cordas integrada por um dos seus filhos, ao violoncelo, e perante o 1º Presidente da Fundação Marquês de Pombal, o seu avô, que JFP lançou esta sua crónica de viagens. Na entrevista concedida ao Boletim o autor declara-se um iberista convicto que tenta, por esta via literária, confluir impressões das suas viagens em grupo por várias zonas da Península Ibérica e uma componente histórica dos locais visitados, procurando sempre estabelecer correlações entre a História das várias nações de dois países que, unidos pela geografia, fatidicamente, se separaram por fronteiras políticas. JFP define, assim, a sua obra como esquiva ao politicamente correcto, enquanto “bastante irónica e cáustica e até cínica no sentido grego da palavra”.&lt;br /&gt;MM declarou ser “uma honra apresentar o livro de um amigo perante tantos amigos” e integrou este evento na missão da JFO de promoção da cultura em todas as suas diferentes manifestações. Deste modo, congratulou-se pelo facto de, no espaço de 2/3 anos, a Junta ter patrocinado a publicação de 6 obras de géneros díspares de excelente qualidade.&lt;br /&gt;Sobre o Turista Ocidental afirmou ser uma obra extraordinária que alia harmoniosamente e de forma invulgar uma apurada investigação histórica, pertinentes e irónicas observações de aspectos concretos presentes, pensamentos metafísicos e um sentido de humor reflexivo, sobrepondo a importância do conteúdo à forma e consubstanciando o sentir e o pensar.&lt;br /&gt;O autor dirigiu um especial agradecimento à JFO pelo inestimável apoio concedido à publicação desta sua obra, bem como a MM e JJL, cujo incentivo afirmou ser decisivo para se decidir a colocar os seus manuscritos no prelo. Agradeceu, igualmente, a Mafalda Dinis, responsável pelo grafismo da obra, e aos seus restantes amigos enquanto seus impulsionadores e companheiros nas viagens que possibilitaram a redacção destas crónicas.&lt;br /&gt;Coube a Carlos Morgado, o Presidente da JFO, finalizar esta sessão de discursos, dirigindo uma palavra de especial apreço a MM pelo esplêndido trabalho desenvolvido na sua qualidade de responsável pelo pelouro da cultura e como tesoureiro; e a JFP pela qualidade da obra publicada e pelas suas qualidades humanas expressas na sua dedicação ao bem‑estar da comunidade, enquanto um dos grandes impulsionadores da criação da Associação de Moradores de Nova Oeiras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4º artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nova homenagem a Aquilino Ribeiro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aquilino Ribeiro (1885-1963) foi de novo homenageado pela JFO a 19 de Maio com o descerramento de uma nova placa em azulejo alusiva à residência por si habitada durante 7 anos (de 1920 a 1927), sita no Largo da Misericórdia em Santo Amaro de Oeiras. Estiveram presentes na cerimónia, entre outras personalidades, o Engenheiro Aquilino Ribeiro Machado, seu filho, o Presidente da CMO, Dr. Isaltino Afonso de Morais, o Presidente da JFO, Carlos Morgado, o responsável pelo pelouro da cultura da Junta, Dr. Manuel Machado, o Director/fundador da Livraria-Galeria Municipal Verney, Dr. Manuel Barão da Cunha, a responsável pela Galeria Municipal Verney, Dra Luísa Galvão, o autor dos azulejos desta lápide renovada, o Comandante Tito Lívio Xavier, e uma docente da Universidade de Letras de Lisboa, a Professora Doutora Serafina Martins, que elegeu como objecto de estudo da sua tese de Doutoramento a obra de Aquilino.&lt;br /&gt;Após o descerramento da placa efectivado pelo Dr. Isaltino Morais e pelo Engenheiro Aquilino Ribeiro Machado, seguiu-se na Galeria Municipal Verney um colóquio-debate sobre a vida e obra deste revolucionário autor que fugiu da cadeia de Viseu ao som de um gramofone, que dissimulou o ruído da serra de roda utilizada para decepar as barras de ferros da cela.&lt;br /&gt;O filho do escritor enalteceu estas iniciativas da JFO enquanto pólo de fortalecimento da memória, nas suas vertentes individual e colectiva, como móbil de construção identitária, consubstanciando os seus aspectos físicos e simbólicos, ao preservarem um património cultural inestimável. “Estas iniciativas”, afirmou, “lembram aos passantes a memória de alguém que foi importante para a cultura portuguesa e que criou ali alguma da sua produção literária”.&lt;br /&gt;A Professora Doutora Serafina Martins, corroborando a relevância cultural deste tipo de eventos, descreveu Aquilino como “um escritor nada misantropo, um homem muito interveniente, muito ligado ao seu tempo, à vida política e social para além da intelectual”. Daí, que tenha integrado o movimento da Seara Nova e continuado sempre a intervir na vida pública com dedicação, afinco e excepcional vitalidade.&lt;br /&gt;Paralelamente, foi apresentado neste colóquio-debate um DVD sobre a Livraria-Galeria Verney.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5º artigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerto de Cordas no CETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A 26 de Maio de 2007, pelas 21h00, um dos ginásios do Clube Escola de Ténis de Oeiras (CETO) acolheu as notas melodiosas de um concerto protagonizado pelo Quarteto Cordas Ensemble, enquadrado nas comemorações do aniversário da Junta de Freguesia de Oeiras. Foram várias as obras de compositores consagrados tocadas com mestria e devoção (desde Bach, Pachelbel, Haydn, Boccherini, Schubert, Vivaldi, Corelli, Mozart e Marchetti a Joplin e aos Beatles) pelas russas Viviana (1º violino) e Disna (violoncelo) e pelas búlgaras Dinisa (2º violino) e Gália (viola de arco), ambas pertencentes à Orquestra Sinfónica Portuguesa.&lt;br /&gt;O Dr. Manuel Machado, no seu discurso de abertura, justificou a escolha de tão invulgar cenário para a realização deste magnífico concerto, geralmente efectivado na capela do Palácio do Marquês de Pombal, pelo objectivo de se cumprir uma função social muito importante: “levar a música a ambientes diversos”.&lt;br /&gt;Por sua vez, Pedro Balso Monteiro, representante da Direcção do CETO, realçou o cariz multifacetado deste espaço que pode, assim, aliar harmoniosamente o desporto e a música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-6690740983881358834?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/6690740983881358834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=6690740983881358834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/6690740983881358834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/6690740983881358834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/10/participao-no-boletim-de-junho-da-junta.html' title='Participação no Boletim de Junho da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra como repórter e autora de alguns artigos...'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-2944377429231349094</id><published>2007-08-29T00:15:00.001+01:00</published><updated>2007-09-02T20:34:48.306+01:00</updated><title type='text'>Veja também/ See also: http://pt.shvoong.com/books/1658989-admir%C3%A1vel-mundo-novo-1984/</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-2944377429231349094?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/2944377429231349094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/2944377429231349094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/veja-tambm-see-also-httpptshvoongcomboo.html' title='Veja também/ See also: http://pt.shvoong.com/books/1658989-admir%C3%A1vel-mundo-novo-1984/'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-9054622295313241439</id><published>2007-08-26T11:28:00.001+01:00</published><updated>2011-08-20T14:30:27.911+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='. : consulte também o meu perfil em/ see also my profile at : .'/><title type='text'>. : consulte também o meu perfil em/ see also my profile at : .</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://isabelmetelloscientificwork.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: #ea9999; font-size: large;"&gt;http://isabelmetelloscientificwork.blogspot.com/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4_5BOcK3ahg/Tk-26iuWLiI/AAAAAAAARNU/7CWuO1yeDVg/s1600/books_and_rose.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-4_5BOcK3ahg/Tk-26iuWLiI/AAAAAAAARNU/7CWuO1yeDVg/s320/books_and_rose.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-9054622295313241439?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/9054622295313241439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=9054622295313241439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/9054622295313241439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/9054622295313241439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/consulte-tambm-o-meu-perfil-em-see-also.html' title='. : consulte também o meu perfil em/ see also my profile at : .'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4_5BOcK3ahg/Tk-26iuWLiI/AAAAAAAARNU/7CWuO1yeDVg/s72-c/books_and_rose.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-3394650845209972065</id><published>2007-08-22T10:12:00.001+01:00</published><updated>2007-08-22T15:58:28.442+01:00</updated><title type='text'>As grandes utopias negativas do séc.XX: O Admirável Mundo Novo (Brave New World, Aldous Huxley, 1932) e 1984 (George Orwell, 1949)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswCAyCZLzI/AAAAAAAAALE/-s3xjckYW3M/s1600-h/capaadmirÃ¡velmundonovo2ABMGA10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101454690358996786" style="DISPLAY: block; 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A obra de Huxley descreve uma sociedade totalitária de ideologia fordista, apologista da radicalização de uma concepção de progresso puramente de ordem tecnocrática, propulsora de uma desumanização social, do culto da matéria e da erradicação da liberdade individual. A alienação colectiva actualizada nos rituais de aniquilação das capacidade crítica e identidade individuais, pelo poder extático da soma como substância estupefaciente, é consagrada ao “Ser Maior”, ao “Aniquilador dos Doze-em-Um”, Ford, que faz os seus servos desejarem correr sempre em massa, numa velocidade superior à das carripanas por si construídas. Quanto à utopia negativa orwelliana 1984, esta assume-se como uma sátira ao regime totalitário estalinista, sendo uma das manifestações iniciais de submissão ao partido a incorporação dos seus três grandes slogans: “A guerra é a paz. A liberdade é a escravatura. A ignorância é a força”. Nela, o Big Brother, o Grande Irmão despótico, controla tudo e todos por uma vigilância constante através de meios tecnológicos- as teletelas- que actualizam o conceito do Panopticon (1791) de Jeremy Bentham. À semelhança do que era prática comum no estalinismo, os dissidentes são historicamente erradicados, uma vez que não só são vaporizados, fisicamente eliminados, como, perante o regime, passam a nunca ter existido, assumindo o estatuto de não pessoas. Os próprios familiares são os seus delatores- qualquer acto mais descuidado, qualquer pensamento menos sistémico, qualquer palavra menos própria, mesmo murmurada em sonhos, dita a sentença da vaporização. Estas duas magníficas obras literárias descrevem sociedades marcadas pela violência da aniquilação do pensamento livre individual e do amor, enquanto sentimento nobre, humanizante e libertador, criticando ambas sistemas totalitários que, embora associados a ideologias tradicionalmente opostas, assemelham-se na actualização da radicalização da intemporal natureza humana, focalizada na ânsia pelo poder e pela submissão alheia. Obras que, já contando com mais de meio século de existência, descrevem práticas sistémicas de controlo que nós, cidadãos modernos tardios, julgamos já pretéritas, mas que, hoje, assumem, progressivamente, ainda que de forma subliminar e simuladamente humanizada, a sua actualidade. Como diria Johann Wofgang von Goethe: “Ninguém é tão desesperadamente escravizado como aqueles que falsamente acreditam que são livres”. Leiam ou releiam estas duas obras. Quando nos embrenhamos na teia de palavras meticulosamente elaborada por estes dois autores, descobrimos um mundo cuja violência inerente funciona claramente como um móbil estimulador da procura da autêntica liberdade- a que provém do interior de um sujeito detentor de uma consciência crítica lúcida e activa. Como diria Rosa de Luxemburgo, “a liberdade é sempre e exclusivamente a liberdade daquele que pensa de forma diferente”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Texto: Isabel Metello ©&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-3394650845209972065?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/3394650845209972065/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=3394650845209972065' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3394650845209972065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3394650845209972065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/as-grandes-utopias-negativas-do-scxx-o_22.html' title='As grandes utopias negativas do séc.XX: O Admirável Mundo Novo (Brave New World, Aldous Huxley, 1932) e 1984 (George Orwell, 1949)'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswCAyCZLzI/AAAAAAAAALE/-s3xjckYW3M/s72-c/capaadmir%C3%A1velmundonovo2ABMGA10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-4583330215613633620</id><published>2007-08-22T10:08:00.001+01:00</published><updated>2008-02-29T15:30:18.261Z</updated><title type='text'>Entrevista a Sir Harold Kroto, Prémio Nobel da Química, autor da palestra: 2010, A NANOSPACE ODYSSEY</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rw16agIAvMI/AAAAAAAAAYU/U43Nk3ZsjiQ/s1600-h/nobel2foto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119882947108846786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rw16agIAvMI/AAAAAAAAAYU/U43Nk3ZsjiQ/s200/nobel2foto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Texto e foto: Isabel Metello ©&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006&lt;br /&gt;Secção: Sociedade &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sir Harold Kroto, Prémio Nobel da Química, esteve na Gulbenkian e apelou ao investimento colectivo na ciência, desvirtuando a vacuidade da cultura espectacular &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 13 de Dezembro, a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) acolheu, no âmbito do ciclo de colóquios intitulado À Luz de Einstein 1905-2005, devotado às comemorações do Ano Internacional da Física, o Professor Doutor Harold Kroto, o Prémio Nobel da Química de 1996. Com uma simplicidade e poder comunicativo extraordinários, Sir Harold Kroto, na sua palestra intitulada 2010, A NANOSPACE ODYSSEY, encantou uma plateia plena de estudantes, professores e curiosos, que acorreram em massa às instalações da FCG. Em suma, Harold Kroto quis demonstrar a sua Teoria da Sustentabilidade que, como explicitou na entrevista concedida ao NEF, assenta nos pressupostos de um controlo do uso colectivo dos recursos naturais e de um investimento no desenvolvimento científico, como vias para se solucionarem questões prementes como o problema energético, reequacionando a insustentabilidade do actual estilo de vida humano. Só a ciência e um forte sentido colectivo de responsabilidade social poderão constituir uma força de atrito à dinâmica de destruição do planeta Terra em curso, como referiu. A Mecânica Quântica, tendo como conceito primordial a ligação, poderá, assim, ter uma aplicação prosaica e pragmática, contribuindo para uma adaptação da humanidade às alterações céleres verificadas na tecnologia, no mundo laboral e na vida quotidiana, cada vez mais dependentes de uma economia global, e para uma auto-suficiência que evite a disrupção. Nesse contexto, Kroto instigou a sociedade civil portuguesa a investir no desenvolvimento das capacidades cognitivas das suas crianças e jovens, apelando ao retorno do uso do jogo Meccano, um jogo inventado por Frank Hornby por volta de 1900 que teve particular sucesso nas gerações juvenis de 1950/60, em detrimento do Lego. De facto, defendeu na entrevista concedida ao NEF , enquanto que o Lego é um jogo tecnicamente trivial, o Meccano constitui um verdadeiro kit de aprendizagem da engenharia, estimulando no público juvenil a aquisição da mais importante das capacidades: a sensibilidade para construir estruturas “governadas pelos mesmos factores que governam as coisas quotidianas, como bicicletas, carros e outros mecanismos”. Com este objectivo em mente, Kroto promove, frequentemente, workshops de Meccano em todo o mundo que, na sua opinião, “actualizam uma dinâmica que faz com que a ciência esteja ao serviço da pedagogia”. Paralelamente, Kroto participou na construção do projecto Vega Science Trust, focalizado em criar uma plataforma tecnológica de difusão de conteúdos desenvolvidos por especialistas e de actividades de índole científica, de programas educativos, que pretendem constituir uma força de atrito à actual focalização mediática em debates redutores, que elegem como protagonistas celebridades e políticos. De facto, Kroto, na sua palestra, para além de acusar os media de constituírem dispositivos que inculcam no imaginário colectivo uma imagem caricatural do cientista, enquanto um excêntrico que se dedica a algo de inalcançável ao comum dos mortais; aponta-os igualmente como responsáveis pela entronização de uma cultura espectacular difusora de modelos facilitistas e fúteis, que ignora o papel social crucial dos cientistas, dado que se nutre do culto das celebridades, o que constitui, hoje, um dos obstáculos ao desenvolvimento do interesse das crianças e dos jovens pela ciência e, concomitantemente, do seu raciocínio lógico. E o mais irónico e trágico de tudo isto, afirmou, na sua palestra, é que os actuais grandes problemas da humanidade não podem ser resolvidos por celebridades, mas pela ciência e pelo conhecimento, só a ciência pode ajudar a erradicar flagelos mundiais como os da SIDA, do paludismo, da tuberculose,... Face à questão colocada pela repórter do NEF sobre a oposição entre liberdade de pensamento e livre arbítrio por si postulada na autobiografia disponível online, Kroto defendeu a dúvida racionalista como o baluarte do pensamento científico, definindo “o pensamento místico” como uma série de obscuridades que impedem o raciocínio lógico e a procura da verdade, e que constituem um móbil potencial de conflitos massivos. Paralelamente, defendeu a necessidade de se postular o relativismo e de se afirmar a humanidade como o valor primordial. Isto, acrescentou, apesar de muitos valores humanistas advirem de princípios religiosos, como o “não matarás”. “Quanto a mim”, afirmou Kroto, “só sei que em nada acredito”. Interessante será comparar estas opiniões de Harold Kroto à célebre frase de Einstein: “ciência sem religião é coxa; religião sem ciência é cega” ou a uma declaração proferida pelo célebre físico, quando interpelava por via televisiva o povo americano, que o acolheu na sua fuga ao despotismo nazi, (filmagem disponibilizada ao público na exposição À Luz de Einstein, promovida pela FCG): “A nossa era está orgulhosa do desenvolvimento intelectual humano (...) Procurar a verdade é uma das actividades humanas mais nobres (...) [porém], não devemos transformar o intelecto no nosso deus, ele tem músculos poderosos, mas não tem personalidade, pode conduzir, não pode servir (...)[deveras], o intelecto tem um olho afiado para métodos e para a verdade, mas é cego para valores e fins”. Finalizada a sua cativante palestra, Kroto ficou rodeado de jovens que se acotovelavam para conseguir um autógrafo e uma foto com o Prémio Nobel da Química 1996. Nesse momento, uma jovem que ia a sair do auditório afirmou: “Acordem para a vida, acordem para a realidade, só sei que eu já tenho um autógrafo!”. A ironia da aplicação da lógica da celebridade a quem a encara como um móbil da redução de sentido em curso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-4583330215613633620?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/4583330215613633620/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=4583330215613633620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/4583330215613633620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/4583330215613633620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/entrevista-sir-harold-kroto-prmio-nobel_22.html' title='Entrevista a Sir Harold Kroto, Prémio Nobel da Química, autor da palestra: 2010, A NANOSPACE ODYSSEY'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rw16agIAvMI/AAAAAAAAAYU/U43Nk3ZsjiQ/s72-c/nobel2foto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-2452065374108426309</id><published>2007-08-22T10:06:00.001+01:00</published><updated>2007-08-22T10:39:35.880+01:00</updated><title type='text'>Reportagem sobre a Exposição À Luz de Einstein 1905-2005 e entrevista ao Professor Doutor João Caraça, Director do Serviço de Ciência da FCG</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswD2yCZL2I/AAAAAAAAALc/0zFBaecBZ1A/s1600-h/fisica2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswDySCZL1I/AAAAAAAAALU/xah8HOwrFA8/s1600-h/fisica1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8_yCZLxI/AAAAAAAAAKw/AZtPIZk45l4/s1600-h/fotoossonhosdeeinsteinABMGA10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101449175620988690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8_yCZLxI/AAAAAAAAAKw/AZtPIZk45l4/s200/fotoossonhosdeeinsteinABMGA10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006&lt;br /&gt;Secção: Cultura (editora: Isabel Metello)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Física Moderna e o Mundo da Vida: Exposição À Luz de Einstein 1905-2005 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre 4 de Outubro de 2005 e 15 de Janeiro de 2006, esteve patente ao público na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) a exposição- À Luz de Einstein 1905-2005-, uma das iniciativas promovidas por esta instituição no âmbito das comemorações de 2005 como o Ano Internacional da Física. E porquê 1905? Porque foi nesse ano que Albert Einstein publicou quatro artigos que subverteram os conceitos tradicionais da física, pelo desenvolvimento da teoria do efeito fotoeléctrico, que comprovou a existência dos átomos pela actualização do conceito de fotão enquanto partícula de luz; e da teoria da relatividade restrita, que postulou uma relação completamente revolucionária entre espaço e tempo, demonstrando, igualmente, a relação de equivalência entre massa e energia, enunciada na famosa equação E=mc2 (energia = massa x velocidade da luz2) (cf. FCG, 2005). Como disse ao NEF o Professor Doutor João Caraça, Director do Serviço de Ciência da FCG, na entrevista concedida, o principal objectivo desta exposição foi mostrar como a física moderna contribuiu para que a humanidade tenha vindo a aprofundar o seu conhecimento sobre os mistérios da vida, da anatomia humana e do Universo, e a aprimorar técnicas que nos permitem, enquanto animais biológicos, sobreviver neste planeta, inventando dispositivos tecnológicos, hoje, indispensáveis à vida quotidiana do cidadão comum- o computador, a televisão, o telemóvel, o CD, o microondas, ... De facto, um dos pontos da exposição que mais curiosidade despertou nos visitantes foi uma série de placards descritivos da vida quotidiana de um jovem casal português‑tipo- Pedro e Sofia-, sustentada no uso de diversos aparelhos tecnológicos possibilitados pelo desenvolvimento da física moderna. Placards cosmologicamente emoldurados pela questão retórica- Onde está a física?-, que encontra resposta numa profusa enumeração de várias áreas da vida social actual e do saber humanos- telecomunicações, segurança, saúde, transportes, refrigeração, fotografia, cultura, etc. Segundo o Director do Serviço de Ciência da FCG, a exposição serviu para “celebrar os aspectos positivos do conhecimento. Os seus aspectos mais negativos deixamo-los à reflexão dos visitantes”. No final da exposição, referiu, havia um ecrã onde surgiam citações de cientistas e pensadores de renome, das quais se poderia inferir que o conhecimento permite invenções muito benéficas para a humanidade, mas também outras bastante nocivas, ameaçadoras, como a bomba atómica. “Todos temos de nos consciencializar da nossa responsabilidade social individual e colectiva” e qualquer sociedade evoluída aposta na ciência como móbil primordial de desenvolvimento, afirmou. Em seguida, postulou que “todos os totalitarismos funcionam impondo o medo e a ignorância. A luta pela emancipação é sempre feita pelo conhecimento”. O NEF quis auscultar um pouco o público que afluiu ao evento. Com esse intuito, registou a opinião do Dr. António Mello e Castro (AMC), que caracterizou este evento como muito apelativo, estando o espaço muito bem aproveitado, e a intenção pedagógica de cativar um público leigo por uma dinâmica de interactividade com os mecanismos expostos muito bem conseguida. Por tudo isso, segundo AMC, esta exposição deveria ser alvo de uma digressão pelo país em prol do seu desenvolvimento. Acrescenta que este evento se afirma como uma força de atrito perante a esteticização que modela a existência dos jovens de hoje, embora estes também estejam muito ligados à tecnologia. Na opinião de AMC, constitui uma via privilegiada de alertar a sociedade para o facto de não ser o progresso, mas o uso despótico desse desenvolvimento, o responsável por fenómenos como a bomba atómica. Isto, como defendeu, apesar dos intelectuais, por vezes, contrariarem a sua eficácia nos métodos pela invenção de mecanismos autodestrutivos, como foi o caso da bomba atómica. No livro dedicado aos comentários dos visitantes, liam-se desde comentários como “uma exposição demasiado interessante para não ser divulgada. Parabéns pela excelente ideia” a “a very rewarding exhibition. Congratulations! E=mc2”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Texto: Isabel Metello © &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem de Einstein: cortesia Clementina Cabral &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-2452065374108426309?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/2452065374108426309/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=2452065374108426309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/2452065374108426309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/2452065374108426309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/artigo-publicado-na-edio-n-37-do-jornal_22.html' title='Reportagem sobre a Exposição À Luz de Einstein 1905-2005 e entrevista ao Professor Doutor João Caraça, Director do Serviço de Ciência da FCG'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8_yCZLxI/AAAAAAAAAKw/AZtPIZk45l4/s72-c/fotoossonhosdeeinsteinABMGA10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-8958624197704666999</id><published>2007-08-22T10:03:00.000+01:00</published><updated>2007-08-22T10:05:52.638+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Claudio Hochman, encenador da peça: Os Sonhos de Einstein</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8UyCZLvI/AAAAAAAAAKc/BaOzWP9XHWM/s1600-h/fotografiassonhosdeeinsteinABMGA10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101448436886613746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8UyCZLvI/AAAAAAAAAKc/BaOzWP9XHWM/s200/fotografiassonhosdeeinsteinABMGA10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006 &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Secção: Cultura (editora: Isabel Metello)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os bastidores da peça Os Sonhos de Einstein, desvelados pelo encenador Claudio Hochman&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A peça Os Sonhos de Einstein, que esteve em cena no Teatro da Trindade entre 21 de Outubro e 29 de Janeiro, e que agora irá em digressão pelo país fora, teve como encenador Claudio Hochman. Tentámos perscrutar um pouco do trabalho de bastidores, através de uma pequena entrevista. Claudio afirma que este espectáculo, apesar de eleger um vasto público-alvo, teve particular aceitação por parte dos adolescentes que, geralmente, constituem um público bastante difícil de conquistar. Defende que esse sucesso se deve fundamentalmente ao cariz inovador da peça ao nível estético, dos conteúdos e da interpretação, que considera de elevado nível. Claudio Hochman revela que a eleição desta peça se enquadra numa dinâmica de continuidade face a projectos que actualizam uma inter-relação entre a ciência e o teatro, onde se integram o Proof e O Último Tango de Fermat, entre outros. Quando a repórter do NEF lhe pergunta se poderia aplicar o postulado barthiano de que a ciência “nada tem a ver com o inefável: ela tem de falar a vida, se quiser transformá-la” (Barthes, 1997, p.183) à arte, nomeadamente ao teatro e a uma peça como Os Sonhos de Einstein; Hochman responde que não crê na intencionalidade do teatro, dada a criatividade do contexto receptor, que se apropria individualmente de determinados momentos do espectáculo, valorizando de forma díspar diferentes momentos cénicos. Acrescenta acreditar na magia produzida pelo choque estético e nas inúmeras formas de poder relatar a mesma narrativa. Quando se lhe pergunta se um dos objectivos da peça é o de desmistificar a ideia do cientista como alguém quase desumanizado, inserido numa dimensão inacessível ao comum dos mortais, em prol daquela que o vê como um sujeito que assume claramente a sua dimensão humana; Claudio afirma que a equipa que levou à cena esta peça se focalizou em dessacralizar, pela irreverência lúdica, a figura de Albert Einstein, um homem com um apurado sentido de humor, que lhe permitiu jogar com a ciência e com a vida. Daí, apresentarem-no como uma maquete cómica, na medida em que a dimensão onírica se assumiu como preponderante no seu percurso vivencial, permitindo a construção das suas teorias. Quanto às opiniões publicadas pelos críticos do nosso panorama cultural sobre a peça, Hochman põe em dúvida o interesse das poucas críticas negativas publicadas, afirmando que valoriza apenas aquelas que conseguem perscrutar aspectos que a equipa pretendeu ocultar ou que não reparou no seu próprio trabalho, bem como as que são enunciadas “com sensibilidade e não com pseudo-sensibilidade”. Quando questionado sobre se a intertextualidade constitui, hoje, uma dinâmica que potencia a afluência do público a determinados eventos culturais, tendo em conta que, no mesmo ano, o Teatro da Trindade levou à cena duas peças cujo leitmotiv elegia Eistein como protagonista, ou pelo menos, como um dos protagonistas- Picasso e Einstein e Os Sonhos de Einstein-; Claudio Hochman admite que pode existir um certo aproveitamento circular de certas temáticas. Aproveitamento esse benéfico, uma vez que permite que nos vamos recordando de génios- agora será a vez de Mozart. Paralelamente, advoga “a arte cruzada, misturada, por isso faço teatro, porque posso meter no mesmo espaço milhares de possibilidades, a palavra, a luz, a estética, a história, a dança, a música,...” Finalmente, Claudio Hochman anui quando confrontado com a questão da digressão desta peça pelo país contribuir para a actualização de uma política de descentralização e para a democratização do acesso à arte, respondendo que adora levar as peças por si encenadas a locais longínquos, encantando-o a reacção das populações locais e a reprodução do cenário da Trindade nestas localidades fora do perímetro da Grande Lisboa. Para além de que descreve como inolvidável e incomensuravelmente rica a convivência dos elencos em digressão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Texto: Isabel Metello ©&lt;br /&gt;Foto: Clementina Cabral ©&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-8958624197704666999?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/8958624197704666999/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=8958624197704666999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/8958624197704666999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/8958624197704666999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/artigo-publicado-na-edio-n-37-do-jornal.html' title='Entrevista a Claudio Hochman, encenador da peça: Os Sonhos de Einstein'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/Rsv8UyCZLvI/AAAAAAAAAKc/BaOzWP9XHWM/s72-c/fotografiassonhosdeeinsteinABMGA10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-3187570507288323976</id><published>2007-08-22T10:02:00.001+01:00</published><updated>2007-08-22T10:02:55.341+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Rui Mendes, actor consagrado e encenador da peça Picasso e Einstein</title><content type='html'>Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secção: Cultura (editora: Isabel Metello)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista a Rui Mendes, encenador da peça Picasso e Einstein&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nos bastidores do Teatro da Trindade que Rui Mendes, o encenador da peça Picasso e Einstein, concedeu ao Nova e Folha uma entrevista em tom informal. Peça que, já não estando em cena há sensivelmente um ano, revela uma intertextualidade flagrante com o leitmotiv de três eventos cobertos por esta edição do nosso jornal- a exposição À Luz de Einstein 1905-2005, a palestra 2010, A NANOSPACE ODYSSEY de Sir Harold Kroto, promovidas pela Fundação Calouste Gulbenkian-; e a peça Os Sonhos de Einstein, levada à cena também pelo Teatro da Trindade. Questionado sobre a relação existente entre o mundo da vida, a ciência e a arte, Rui Mendes responde que cada vez mais esta relação se torna evidente, ainda que permaneça uma certa relutância da sociedade civil portuguesa, nomeadamente da comunidade estudantil, em aceitar essa inter-relação. O actor e encenador ilustra essa ainda sobrevivente força de atrito com a aversão generalizada dos estudantes portugueses perante disciplinas como a Física e a Matemática. Refere que, num estudo realizado, a primeira razão invocada para a rejeição dessas disciplinas seria a de que nada teriam a ver com a realidade, o que afirma ser um autêntico absurdo. De facto, advoga Rui Mendes, “tanto a arte como a ciência nada têm a ganhar ao isolarem-se do comum dos mortais. A partir dos anos 40-50, talvez na época áurea do cinema, afirmava-se que só a partir do momento em que toda a gente tivesse acesso a uma máquina de filmar é que tudo iria mudar”. Hoje, segundo o actor, a democratização da arte conduziu à sua vulgarização, que revela tanto aspectos positivos como negativos, nomeadamente uma maior acessibilidade, concomitante de uma dinâmica de mercantilização que a garante. Paralelamente, o actor defende que a arte é o resultado do esforço, da técnica, mais que do dom. “Pode-se chegar a altos patamares da criação sem se ser, à partida, muito dotado”. Na sua opinião, a concepção do artista ou do cientista como predestinados pela Providência é totalmente falaciosa. Nessa medida, afirma que uma das intenções do Teatro da Trindade, quando levou à cena a peça Picasso e Enstein, foi a de relacionar a arte dramática com a ciência, desmistificando a sua inacessibilidade ao comum dos mortais. Até porque, acrescenta, o autor do argumento, Steve Martin, era um homem conhecedor das áreas da Matemática e da Física (informação facultada por Nuno Crato, que tornou inteligível ao elenco algumas passagens do argumento menos claras). Outro preconceito que se tentou derrubar, segundo o actor e encenador, foi o de que a arte e a ciência são duas dimensões que colidem, quando, de facto, estão ambas focalizadas em encontrar novas vias de perscrutação da realidade. Até porque, acrescenta, qualquer possível confronto entre arte e ciência resultou na descoberta de novas formas de viver, de pensar, de agir, benéficas para toda a humanidade. Rui Mendes afirma que uma das conclusões a que chegam Picasso e Einsten na peça é a de que ambas necessitam de liberdade e da procura de vias de expressão e de descoberta inovadoras. Steve Martin resolveu, assim, segundo o actor, fazer uma peça sobre um encontro entre Picasso e Einstein no famoso bar parisiense Lapin Agile, ligando a vida com a arte e a ciência, ao tecer um enredo à volta de conflitos vivenciais de índole amorosa, alheios a qualquer questão teórica- “Picasso, como mulherengo que era, andava sempre em busca da beleza; Einstein em busca de uma condessa”. Com este intuito em mente, o autor junta dois homens cujas obras constituem veículos de uma dinâmica de ruptura para com o status quo da época, nomeadamente a tela Les Demoiselles d´Avignon de Picasso e os 4 artigos publicados em 1905 por Einstein, conclui o actor e encenador.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto: Isabel Metello ©&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-3187570507288323976?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/3187570507288323976/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=3187570507288323976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3187570507288323976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3187570507288323976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/entrevista-rui-mendes-actor-consagrado_22.html' title='Entrevista a Rui Mendes, actor consagrado e encenador da peça Picasso e Einstein'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-3557117207116420401</id><published>2007-08-22T10:00:00.000+01:00</published><updated>2007-08-22T10:32:13.161+01:00</updated><title type='text'>Homenagem a Bertrand Russell e a Vítor Madeira</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswCdiCZL0I/AAAAAAAAALM/FJFv72bTGnA/s1600-h/fotobertrandrussellABMGA10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101455184280235842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswCdiCZL0I/AAAAAAAAALM/FJFv72bTGnA/s200/fotobertrandrussellABMGA10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Artigo publicado na edição nº 37 do jornal Nova em Folha, Abril 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secção: Cultura (editora: Isabel Metello)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida pela escrita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O NEF presta aqui a sua homenagem a Bertrand Russell, traduzindo o Prólogo da sua Autobiografia, intitulado Para que vivi. Lembremo-nos de que Bertrand Russell (1872-1970), Pémio Nobel da Literatura de 1950, pela publicação da sua obra História da Filosofia Ocidental, foi um filósofo contemporâneo de Einstein que, juntamente com o genial físico, elaborou um manifesto focalizado no apelo à paz mundial. Afirma-se, igualmente, esta reprodução das palavras de Russell como uma homenagem a Vítor Madeira, um homem puro que, apaixonadamente, fez a recolha deste texto enquanto reflexo do seu percurso vivencial. “Três paixões, simples, mas extasiadamente fortes, governaram a minha vida: a busca do amor, a procura do conhecimento, e uma compaixão difícil de suportar pelo sofrimento da humanidade. Três paixões, como grandes ventos, empurrraram-me para várias direcções, num curso incontrolável, para um oceano profundo de angústia, atingindo o limite do desespero. Em primeiro lugar, procurei o amor, porque ele traz o êxtase- um tão grande êxtase que eu teria sacrificado, muitas vezes, o resto da vida por umas horas desta alegria. Seguidamente, procurei-o porque alivia a solidão- aquela terrível solidão na qual uma consciência tremente olha para o fim do mundo, para o frio e inexplicável abismo desprovido de vida. Eu procurei-o, finalmente, porque, na união do amor, eu vi, numa miniatura mística, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isto foi o que procurei, e pensei que fosse demasiado bom para a vida humana, isto foi o que- finalmente- encontrei. Com igual paixão, eu procurei o conhecimento. Eu desejei compreender o coração dos homens. Eu desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender o poder pitagórico pelo qual o número detém influência sobre o fluxo. Um pouco disto, mas não muito, eu alcancei. Amor e conhecimento, na medida da sua possibilidade, conduziram-me às alturas em direcção aos céus. Mas a piedade sempre me trouxe de volta à terra. Ecos de choros de dor repetem-se no meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, idosos indefesos como um fardo odioso para os seus filhos, e todo o mundo da solidão, pobreza e dor gozam com o que a vida humana deveria ser. Eu anseio por aliviar o mal, mas não posso, e eu sofro também. Esta tem sido a minha vida. Eu tenho-a considerado digna de ser vivida, e vivê-la-ia de novo se a oportunidade me fosse dada”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pesquisa: Vítor Madeira &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto e tradução: Isabel Metello ©&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-3557117207116420401?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/3557117207116420401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=3557117207116420401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3557117207116420401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/3557117207116420401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/homenagem-bertrand-russell-e-vtor.html' title='Homenagem a Bertrand Russell e a Vítor Madeira'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswCdiCZL0I/AAAAAAAAALM/FJFv72bTGnA/s72-c/fotobertrandrussellABMGA10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5320156989366642093.post-4465505524131666726</id><published>2007-08-22T09:56:00.000+01:00</published><updated>2007-08-22T10:43:41.915+01:00</updated><title type='text'>Os preconceitos símios do senso comum</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswE7CCZL3I/AAAAAAAAALk/Zmm6THbYfTE/s1600-h/macacos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101457890109632370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswE7CCZL3I/AAAAAAAAALk/Zmm6THbYfTE/s200/macacos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Jornal Nova em Folha, edição nº 37, Abril de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secção: Humor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubrica: O que vagueia na net&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preconceitos símios do senso comum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jacto de água fria nos que estavam no chão. Depois de um certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros espancavam‑no. Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas.Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que este fez foi subir à escada, dela sendo rapidamente arrancado pelos outros, que lhe bateram.Depois de algumas sovas, o novo membro integrante do grupo não ousava mais subir a escada. Um segundo símio foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, na tareia que foi infligida ao novato.Um terceiro macaco foi trocado, e repetiu-se a cena. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foram substituídos. Restou, então, um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo sido alvo do jacto de água fria, continuava a espancar aquele que tentasse chegar às bananas. Se fosse possível perguntar a alguma destas cobaias porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza que a resposta seria: “Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...Como diria Albert Einstein: “Tristes tempos os nossos em que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Autoria do texto: Desconhecido (recebido via mail)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adaptação e revisão: Isabel Metello&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.arteemfoto.com.br/"&gt;www.arteemfoto.com.br&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5320156989366642093-4465505524131666726?l=isabelmetellomediaworks.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/feeds/4465505524131666726/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5320156989366642093&amp;postID=4465505524131666726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/4465505524131666726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5320156989366642093/posts/default/4465505524131666726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://isabelmetellomediaworks.blogspot.com/2007/08/os-preconceitos-smios-do-senso-comum.html' title='Os preconceitos símios do senso comum'/><author><name>Isabel Metello</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18069479345961215891</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_N-McfiyWbdw/RswE7CCZL3I/AAAAAAAAALk/Zmm6THbYfTE/s72-c/macacos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
